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Salvador, BA, Brazil
Acompanha a Formula 1 desde o início da década de 1990. Entusiasta no cuidado automotivo, leitor e colecionador de revistas especializadas e livros sobre Ayrton Senna.

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quarta-feira, 29 de agosto de 2012

ABSURDOS DO TRÂNSITO EM SALVADOR (PARTE 1)

A partir de agora seu território deve ser defendido com sua vida. Os três metros quadrados ao seu redor correspondem ao que resta de sua existência. Todas as demais pessoas em volta são inimigas, e vão tentar adentrar o seu espaço, defenda-o a todo custo!!!

Provocativo! Apocalíptico! Uma guerra nuclear? Não, o trânsito de Salvador

Parece o roteiro de um filme pós-guerra, como Herança Nuclear (Testament) e O Dia Seguinte (Day After) ambos de 1983, mas na verdade trata-se do dia a dia no trânsito de Salvador. Exagero? Se você passa pelo menos duas horas diárias no trânsito assim como eu, sabe bem do que estou falando e “heaven knows I’m miserable now”.
 
Realidade esta que não se limita àquela cidade, mas sim a muitos outros centros urbanos, metrópoles ou cidades medianas.
 
Comecei a perceber esta mudança no comportamento a partir de 2003, quando passei a pilotar motos e a ficar mais sujeito às imprudências dos veículos do entorno. À época observava cerca de três absurdos por dia, atualmente então...
 
Congestionamentos diários
 
De uns anos para cá, desenvolveu-se uma cultura do “I’m the best, f... the rest” por aqui. Cada indivíduo se acha mais importante que os demais. Se tiver que parar o trânsito para desembarcar alguém e ainda ficar de papo com este pela janela, ou interromper o fluxo de uma faixa enquanto para-se na frente de uma banca para comprar jornais, que assim seja.
 
Outro dia um motorista na BR-324 na entrada da cidade resolveu reduzir abruptamente a velocidade na faixa da esquerda para olhar um princípio de incêndio em uma companhia de telefones. Quem vinha atrás tinha que desviar ou pisar no freio. E na maioria das vezes quando você reclama... Round 1, FIGHT!
 
Muitas vezes o comportamento lembra o desenho da Disney como Sr. Andante, pacato e gentil transeunte que ao virar a chave do veículo transforma-se no Sr. Volante, imprudente e cruel quando à bordo de seu carro. E olha que este desenho deve ser da década de 1950 ou 60, e continua atual. O ser humano está regredindo, ou melhor involuindo. Andando para trás em um moonwalk dos infernos. Como dizem por aqui: “a humanidade está muito mal frequentada”, e “para o mundo que eu quero descer”.
 
Foto: iPlay
 
Trata-se na verdade de um caso de falta de educação doméstica, algo ao que parece, relegado por boa parte, independente de classe social, faixa etária, time que torce, etc, etc. Acho até que o barbarism begins at home”e “unruly boys/girls” mereciam “a crack on the head”.
 
Os “monstroristas” deveriam se conscientizar que se querem se matar lancem-se em “a ten-ton truck” e respeitem a vida dos demais cidadãos. Ou como também dizem por aqui “vá morrer sozinho pra lá”. Mas como vaso ruim não quebra, "there is a light that never goes out".
 
 
Em posts futuros relatarei o que tenho observado (e até então sobrevivido) no trânsito de Salvador e outras cidades. Quem estiver interessado também poderá relatar sua experiência nos comentários.
 
A maior parte dos termos entre aspas e em itálico corresponde a trechos de músicas do extinto grupo britânico dos anos 80, The Smiths, através da letra ácida, irônica e sofisticada do vocalista Morrissey, que se aplicam bem à circunstância.

domingo, 26 de agosto de 2012

AYRTON SENNA CAMPEÃO E RECORDISTA DA FORMULA 3 - 1983 (PARTE 2)


Thruxton, Inglaterra, 23 de outubro de 1983. Última prova, Ayrton Senna conquista dezesseis pole positions, vence doze das dezenove provas do campeonato de Formula 3 e estabelece um novo recorde na categoria, superando Nelson Piquet, que havia alcançado onze vitórias na temporada de 1978.
 
Senna Recordista da F3
Vídeo: TVE
 
A diferença entre ambos era pequena, visto que Brundle fazia uma temporada consistente, com seis vitórias e dez segundos lugares.
 
Brundle e Senna em 1983
 
Senna largou na pole e manteve a liderança durante as 15 voltas, conquistando também um ponto extra pela volta mais rápida, não dando chances a Martin Brundle, que largou na terceira posição, e não conseguiu ultrapassar o segundo colocado, o norte-americano Davy Jones.
Termina o campeonato, Senna 132 pontos, Brundle 123.
 
Mais uma vitória em Silverstone
 
Ao final da corrida, Ayrton recebe a confirmação de que irá testar a McLaren-Porsche turbo, premiação concedida ao campeão, já que a Marlboro, patrocinadora da equipe, também patrocinava o campeonato inglês.
 
 

Senna a bordo do West Surrey - Toyota
 
Senna recebe o convite do chefe da atual equipe para disputar o campeonato europeu de Formula 2, mas já é hábito na época que os pilotos migrem direto para a Formula 1.
O piloto tornou-se o único tríplice coroado das formulas britânicas (Formula Ford 1600, Formula Ford 2000 e Formula 3).

A conquista do título
Foto: Álvaro Teixeira
 
Em seguida, Senna disputa e vence o GP de Macau, com os melhores pilotos de F3 do mundo.

Ao final do ano, Senna fez diversos testes em equipes de Formula 1, mas isso é assunto para outro post: OS PRIMEIROS TESTES DE SENNA NA F1 - 1983.
 
Referências
 
Rev. Quatro Rodas, 280. Novembro – 1983  

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

COLEÇÃO AYRTON SENNA (PARTE 3) – CAMISAS LOTUS GP


Na temporada de Formula 1 de 2011 a equipe Renault F1 muda seu nome para Lotus Renault GP, e assume a tradicional combinação de cores: preta e dourado utilizada anteriormente por nomes como Emerson Fittipaldi, Nigel Mansell e Ayrton Senna.


Lotus GP 2011

No início achei a combinação meio forçada. Uma pintura dos anos 70 e 80, original da marca JPS, adaptada para 2011, meio desconexo, mas posteriormente passei a apreciar.
Aqui o carro de 1985:

Lotus F1 de 1985


Os produtos da F1 são em geral muito caros e/ou difíceis de encontrar. Passei o ano de 2011 em busca da camisa da Lotus daquele período, mas ainda estava muito "salgada".
Encontrei então esta retro em homenagem àquela época, com os patrocinadores bem grandes, característica dos anos 80, e por um bom preço, ainda disponível no Mercado Livre:

Camisa Lotus Renault 1985

Com a chegada da nova temporada, os produtos de 2011 tiveram seus preços reduzidos, consegui então adquirir a peça oficial daquele ano, que prefiro, por ter um desenho mais clean do que a da temporada atual:

Camisa Lotus Renault 2011

Ambas são tamanho “G”, mas na verdade se enquadrariam no tamanho “M”, que costumo utilizar. Sugiro sempre consultar a tabela de medidas e comparar com as suas.

Camisa Lotus Renault 2011





quinta-feira, 9 de agosto de 2012

O MAIOR BRASILEIRO DE TODOS OS TEMPOS (PARTE 2) - SENNA NA SEMIFINAL

Após uma semana de votação, Ayrton Senna conquistou a vitória contra o ex-presidente Lula na segunda eliminatória do programa "O Maior Brasileiro de Todos os Tempos", nesta quarta-feira, 08 de agosto. Foram 63,6% dos votos a favor do piloto. Uma surpresa, visto que o espaço poderia ser utilizado por partidários do político, visando maior marketing para o grupo e para a atual presidente.

Imagem: SBT

Nuno Cobra representou o piloto no programa. Ele que foi um profissional fundamental na formação de Ayrton, visto que desenvolveu seu preparo físico para suportar duas horas de corrida intensa, já que ascendeu da Formula 3, categoria com duração média de 30 minutos por etapa. Juntamente com uma inovadora técnica de desenvolvimento mental, com foco na experiência de atletas olímpicos, que culminou na tão conhecida concentração que Senna apresentava nas pistas. Sugiro a leitura de seu livro: "A Semente da Vitória".

Anúncio da vitória de Ayrton Senna no primeiro confronto

Mais uma vez Senna foi ovacionado, pelas pessoas presentes no estúdio, demonstrando ser um forte candidato ao título. Nuno não conteve a emoção, discursando efusivamente.

O programa fez aqui uma breve descrição de sua carreira, seguem alguns trechos: "A maior parte da sua carreira foi no exterior. Suas equipes eram estrangeiras. Mas, Ayrton Senna fazia questão de lembrar que era do Brasil. Suas conquistas eram compartilhadas com o público e se tornavam vitórias nacionais".
"Muito mais do que uma distração, ver Senna ganhar uma corrida era ter um motivo para festejar, uma folga dos problemas nos finais de semana. E para um país que passava por graves crises, isso era um alívio".

Senna após a famosa vitória no GP da Europa em Donnington, 1993
Foto: Telegraph

Lamentável que a emissora insista em colocar fotos de Senna na ocasião de sua última temporada, em 1994 na Williams, um ano de decepções com a equipe e péssimas lembranças para os brasileiros.

Ilustração da última vitória de Senna. Austrália, 1993

Vem aí outra chave dura: Senna x Chico Xavier, que venceu a eliminatória 01. Vamos continuar acompanhando.

Referências:

RODRIGUES, Ernesto. Ayrton Senna - O Herói Revelado. Ed. Ponto de Leitura, 704p. 2004.

terça-feira, 31 de julho de 2012

TESTE – GOL GERAÇÃO IV (G4) 1.0 8V Total Flex

A Volkswagen lançou a primeira reestilização do Gol Geração 5 (que alguns chamam de Geração 6) nesta primeira quinzena de julho de 2012. As mudanças visam padronizar o modelo com outros VW lançados no mercado, como Jetta e Fox. Aliás, as mudanças o aproximaram muito deste último.

Neste ângulo lembra muito o Fox...
Foto: Terra

...inclusive o capô, mas muito do G5 foi mantido...
Foto: Terra

...os para-choques também se assemelham aos da raposa
Foto: Terra

O tópico é sobre a Geração IV, mas com as mudanças recentes, foi necessário dar uma pincelada na geração atual.
Sem entrar em muitos detalhes sobre as gerações anteriores, o Gol manteve muitas características entre as gerações 2 a 4, sendo a terceira a mais elogiada pelos usuários. A geração 2 (conhecida como bola ou bolinha) trouxe linhas arredondas ao projeto anterior (chamado de gol quadrado) e 55cv de potência (Gol 1.0 Mi).

Primeira geração
Foto: Terra

O Gol G2 foi praticamente um novo carro (a exemplo do Geração 5), pois os consumidores reclamavam do teto baixo e do pouco espaço para as pernas. Os faróis tornaram-se ovalados para acompanhar o Golf alemão de 1994. Dava um trabalho e tanto passar proteção para vinil e plásticos da Grand Prix naqueles parachoques enormes.

Gol Geração 2
Foto: Terra

Gol Geração 3

O Gol G4 foi lançado em 2005, mantendo boa parte do desing originado na geração 2. Será produzido até 2013.







Aqui encerado com a cera informada no post: “ENCERAMENTO AUTOMOTIVO - CERA COLLINITE”.

O Gol G4, hatch compacto, é uma opção bastante requisitada para quem está adquirindo seu primeiro veículo e/ou buscando um veículo 0km. Mesmo com a chegada do G5, continua à venda o modelo anterior, ainda com motor longitudinal. Considerando os dois modelos, o Gol é o líder de vendas no primeiro semestre de 2012, com 126.572 unidades vendidas. Desde sua primeira geração, está no mercado há 32 anos e há 25 é o carro mais vendido do país, com quase seis milhões de unidades.

Motor longitudinal - VW Gol G4

Vamos então para a avaliação da máquina. Trata-se de uma versão básica, duas portas, apenas com alarme e travas elétricas, que utilizei durante quatro anos :



GOL G4 1.0 8V TOTAL FLEX
Motor
1.0
Potência Máxima
68/71cv (gas/álc)
Pneus
165/70 Aro 13
Peso
856Kg
Reservatório de Combustível
51 litros
Porta-malas
285 litros
PRÓS

  • Quem busca um carro 1.0 está buscando principalmente um carro de valor acessível e econômico. O G4 apresentou consumo com gasolina entre 14 e 15,5km/l e cerca de 10,5km/l com álcool (33% cidade e 66% estrada), mas com manutenção constante (velas, cabo de velas, filtros, óleo motor, de transmissão, fluido de freio, aditivos, etc.) e direção econômica;
  • O custo das peças é acessível: velas a cerca de R$80,00, pneus duram bastante;
  • Visual bonito, mesmo tendo sido lançado em 2005;
  • Relativamente confortável, quando comparado com outros modelos concorrentes, mas com grande dificuldade de encontrar uma boa posição para dirigir;
  • O baixo centro de gravidade confere boa estabilidade;
  • Os freios são muito eficientes;
  • Os sensores reconhecem rapidamente a mudança de combustível após abastecimento;
  • As marchas curtas (1ª, 2 ª e 3 ª) conferem boa aceleração e retomada, contudo o giro do motor se eleva muito, podendo aumentar o consumo, o jeito é trocar as marchas rapidamente, com pouca aceleração;
  • Autonomia de 650km com gasolina e 450km com álcool (sem contar a reserva);
  • Os comandos elétricos são simples e de fácil acesso.
  • Ágil nas manobras;
  • Pintura de boa qualidade, resistente a ferrugem, mas queima após muito tempo e frequência de exposição ao sol.


CONTRAS

  • Parte elétrica instável com relativamente constantes queimas de lâmpadas (farol, lanterna traseira, painel);
  • Suspensões e amortecedores duros, que auxiliam na estabilidade mas que estão sujeitos a frequentes quebras ao passar por buracos;
  • Muito visado para roubos e consequentemente, seguro elevado;
  • Tanque de partida a frio muito grande (2 litros), a gasolina pode oxidar, o ideal é colocar menos de 1 litro;
  • A posição baixa compromete a visibilidade e juntamente com o volante alinhado à direita do motorista compromete a ergonomia;
  • Porta-malas muito pequeno, um carrinho de bebê é colocado com dificuldade, não sobrando muito espaço para outras coisas (apesar de esta ser uma característica comum à maior parte dos carros desta categoria);
  • Frequente formação de borra de óleo no suspiro antichama, ocasionada por mistura de água advinda do ar ou do combustível (álcool principalmente) ao óleo. Este é um problema crônico do modelo, e bem incômodo, ter que limpar a mangueira e caixa de ar e trocar varetas que enferrujam, além de custos com a troca do antichama. O uso de combustíveis vencidos (com mais de dois meses) também pode agravar o problema;
  • Tambor de freio traseiro enferruja rapidamente, a solução é pintar;
  • Direção mecânica pesada;
  • Opcionais caros;
  • A versão básica obriga mover diretamente os espelhos retrovisores, não há sequer um bastão para se operar manualmente, além da ausência de desembaçador e limpador traseiro e o limpador dianteiro não possuir temporizador;
  • Maçanetas tendem a queimar com o sol, descascarem e ficarem brancas;
  • Assoalho baixo sujeito a impactos;
  • Antena do rádio interna possui má recepção;
  • Não se adapta bem a conversão à gás, ocasionando frequentes panes elétricas;
  • Se as palhetas do limpador forem invertidas na troca, arranharão o para-brisa;
  • A chaparia é maleável em alguns pontos (principalmente na traseira), deformando ao se pressionar;
  • Elevado barulho interno a partir de 100km/h;
  • Frequentes quebras nas travas das portas e fechaduras, que são frágeis e sujeitas a roubos;
  • Porta luvas pequenos;
  • Caixa de ar permite a passagem de sujeira para o TBI;
  • Primeira marcha com freqüente dificuldade de engate.


OBSERVAÇÃO

A melhor proporção álcool e gasolina observada (potência x economia) foi: reserva com álcool e completar com gasolina, ou seja: 6 litros de álcool e 45 de gasolina (1/7,5).

Uma unidade 2011 foi utilizada por cerca de 20 dias. Entre as diferenças observadas estão: elevações na empunhadura do volante, que pode ser interessante para alguns e desconfortável para outros e a colocação de um “econômetro”, que visa informar e otimizar em tempo real o consumo de combustível.

Econômetro do VW G4

Na verdade, o artefato, indica apenas a aceleração, não sendo um recurso muito confiável para monitoramento do consumo. Por exemplo, se você pisar fundo no acelerador em segunda marcha, a rotação vai se elevar bastante e portanto, o consumo também se elevará, fato demonstrado corretamente pelo econômetro. Contudo, se você fizer o mesmo em 5ª marcha, mas em baixa velocidade, a rotação se encontrará baixa e o consumo será apontado erroneamente como elevado, pois o computador só interpreta a aceleração.

Quando em comparação com Fiat Mille e Chevrolet Celta, apresenta maior espaço interno.

O modelo 2011 apresentou aceleração e retomadas sensivelmente mais efetivas que o 2005. Todavia, esta potência líquida refletiu no consumo, pois como descrito no post “MOTOR 1.0 AINDA É O MAIS ECONÔMICO?” "Não há como o carro ganhar desempenho sem comprometer o consumo”. As médias com álcool estiveram próximas a 8,5Km/l e com gasolina cerca de 12km/l, mas como trata-se de um carro de locadora, uma série de variáveis (manutenção, amaciamento incorreto, direção agressiva) podem interferir no consumo.

Preço, versão básica, 0km, com 4 portas em Julho/2012:
FIPE: R$ 26.186,00
VW: R$ 26.165,00

Se você deseja um carro confiável, econômico, de manutenção e preço acessíveis, ágil dentro das limitações de um motor 1.0, e de fácil revenda, considere o Gol G4.

VW Gol Geração 4


Referências

Revista Quatro Rodas, edição 481-B. 40 Anos de Design. Agosto/2000
Revista Motor Quatro, edição 28, ano 3. Jun/2012

sexta-feira, 27 de julho de 2012

O MAIOR BRASILEIRO DE TODOS OS TEMPOS (PARTE 1) - SENNA ENTRE OS FINALISTAS

Foram anunciados nesta quarta-feira, 25/07, os 12 finalistas de "O Maior Brasileiro de Todos os Tempos", programa do SBT que contou com a participação do público para eleger os 100 brasileiros mais importantes.


Ayrton Senna encontra-se entre os 12 colocados, que a partir de agora se enfrentam em eliminatórias assim distribuídas por sorteio:

Os 12 finalistas
Fonte: SBT

A primeira eliminatória já está aberta para votação. A exemplo de jogos de futebol, os vencedores se enfrentam em semifinais, restarão 3 finalistas que disputarão o título:

Organograma das finais
Fonte: SBT

O formato já foi realizado em diversos países. Em um programa semelhante, veiculado no Japão, para eleger as 100 personalidades mais admiradas pelo nipônicos (The Top 100 Historical Persons in Japan), Senna alcançou a 22ª posição.

A lembrança dos brasileiros, neste programa em especial, reforça que o legado do piloto persiste na memória do país, sem falar nas ações sociais do Instituto Ayrton Senna, idealizado por Ayrton e fundado por sua irmã, Viviane Senna, após sua morte, que beneficia dois milhões de estudantes da rede pública, com 100% do valor arrecadado com o licenciamento da imagem de Senna.

Neste confronto inicial, Senna X Lula, uma chave disputada, em que o vencedor encontrará o vitorioso da eliminatória 1, Chico Xavier X Irmã Dulce. Creio que as chaves deveriam ser arrumadas por semelhanças, ao contrário de sorteios, portanto, a chave 1 estaria correta, Senna poderia estar na disputa com Pelé (dois esportistas), Lula x FHC (políticos da atualidade), Getúlio Vargas X Juscelino Kubitschek (políticos do passado), etc.

Durante o programa, foram exibidos vídeos sobre os finalistas, o de Senna pode ser visto aqui, no link "Íntegra - Os 12 Finalistas - Parte 1", a partir dos sete minutos até o nono.

"A linha de chegada, a explosão da torcida, e na mesma hora, surgia no cockpit a bandeira brasileira. Ayrton Senna ganhava mais uma corrida". Assim começa o vídeo, que conta com as participações de Roberto Cabrini, que cobriu boa parte da carreira do piloto, inclusive sua morte; Nuno Cobra, seu preparador físico, que utilizou técnicas inovadoras no treinamento de atletas e Bruno Senna, sobrinho de Ayrton.

O vídeo, de cerca de dois minutos, contou com imagens de Senna em todas as equipes que passou pela Formula 1. Foi ovacionado e bastante aplaudido pela plateia.

"Ayrton Senna mostrou aos brasileiros que a vitória é possível quando se tem disciplina e dedicação...". Diz Carlos Nascimento, em seu texto de encerramento da apresentação.

Foto: F1SA
 
A votação da chave de Senna estará disponível a partir de 1º de agosto, e o resultado será veiculado no dia 12. Confiram no site do SBT.

CONTINUA...

Referências

segunda-feira, 9 de julho de 2012

AYRTON SENNA NA FORMULA 3 - 1983 (PARTE 1)

O blog pretende relatar todos os GPs disputados por Senna na Formula 1. Contudo, sua passagem em outras categorias também será lembrada.

Senna em seu Formula 3 Ralt-Toyota
Foto: F1db.com

Vamos iniciar no último degrau de Ayrton antes da Formula 1. O ano é:

1983

Nesta época, você ouvia nos rádios:
Thriller, Beat It, Billy Jean - Michael Jackson;
This Charming Man (a introdução de 13 segundos com a guitarra de Johnny Marr é hoje meu toque de celular), Hand in Glove, What Difference Does it Make - The Smiths;
Every Breath You Take – The Police;
Overkill – Men At Work;
Mesmo Que Seja Eu - Marina;
Weekend - Blitz.
  
No cinema:
Superman III (no Brasil com a dublagem de André Filho);
Star Wars – O Retorno de Jedi;
O Dia Seguinte;
Herança Nuclear;
Krull;
Scarface.
  
No Brasil:
Foi lançado o vídeo game Odyssey, pela Philips (tinha até um jogo chamado Interlagos); ocorreram as primeiras manifestações públicas do movimento Diretas Já; morre o jogador Garrincha;

Odyssey, antecessor do Atari

Mas vamos para a pista.
Silverstone, Inglaterra, 02 de outubro de 1983. Penúltima etapa do campeonato britânico de Formula 3, Senna obteve 11 vitórias nas 18 corridas disputadas até então, com nove vitórias consecutivas e 16 pole positions. Esta temporada arrasadora motivou a Rede Globo a transmitir ao vivo, pela primeira vez, uma corrida de F3, que poderia dar a Senna o título antecipado, com narração de Galvão Bueno e comentários de Reginaldo Leme, (a exemplo de um GP de Formula 1), além de mostrar um piloto com imenso potencial para ascender à F1 nos anos seguintes.

Senna pouco antes da largada

A corrida começou com alguns minutos de antecedência, o que pegou a Globo de surpresa, que passou a transmitir a partir da segunda volta.

GP de Silverstone de Formula 3 (parte 1)

GP de Silverstone de Formula 3 (parte 2)
Fonte: Canal de Blog Senna BR

GP de Silverstone de Formula 3 (parte final)

Os carros da F3, definidos por Leme como modelos proporcionalmente semelhantes aos de F1, porém em menor escala, apresentavam-se bastante ágeis e potentes, deslizando nas curvas a exemplo de karts. Os motores apresentavam 2000 cilindradas e cerca de 200km/h de média. Ayrton integrava a equipe West Surrey Racing que utilizava o motor Toyota – Novamotor.
A F1 havia proibido o efeito solo, mas na F3 ainda era utilizado.

Jeans Pool e Banerj patrocinavam o piloto.
Foto: Gazzaspace

A pontuação correspondia ao sistema da F1 da época:
  
1° – 9pts
2° – 6 pts
3° – 4 pts
4° – 3 pts
5° – 2 pts
6° – 1 pt
  
Havendo um ponto extra para o piloto que fizesse a volta mais rápida.
  
Senna largou em 4°, pois realizou o treino classificatório em pista molhada, enquanto Martin Brundle, seu rival direto ao título, largou em 2° (treinou em pista seca), para uma disputa de 20 voltas.
  
Senna ganhou duas posições na largada, enquanto Brundle assumiu a ponta. O brasileiro desejava apenas se manter a frente do inglês, mesmo que em posições intermediárias, mas ambos assumiram as primeiras posições, e se distanciaram dos demais. Senna, caso se mantivesse atrás de Brundle durante a corrida, pretendia atacar apenas nas voltas finais da corrida, pois não deseja correr o risco de não pontuar, já que possuía sete pontos de vantagem.

Primeiras vitórias no início da temporada
Foto: Rev. Quatro Rodas, 273. Abril - 1983

Ayrton se aproximava em alguns momentos, mas Brundle conseguia manter sua posição. Na 18° volta Johnny Dumfries, piloto retardatário atrapalhou mais uma tentativa de Ayrton.
  
Portanto, em uma corrida muito boa de Brundle, Senna chega em 2°, e a decisão vai para Thruxton, com Senna com 122 pontos e Brundle com 119.
  
Antes da última corrida, Senna acompanhou na Itália a revisão dos motores Toyota (Brundle também os utilizava), momento em que se constatou que o motor do brasileiro apresentava menos potência que do inglês.
  
Acompanhe aqui o GP de Thruxton, que deu o título a Senna.

Após mais uma vitória
Foto: Álvaro Teixeira


Referências:

Interfilmes.com
Rev. Quatro Rodas, 273. Abril - 1983
Rev. Quatro Rodas, 280. Novembro - 1983