Este Blog tem como objetivos: trazer informações técnicas, teóricas e empíricas sobre automóveis de rua (características, consumo, manutenção, comparativos, cuidados com lavagem e enceramento); rever a história do piloto Ayrton Senna, detalhando os GPs disputados; comentar eventualmente a F1 atual e outras categorias, utilizando elementos de metodologia científica na elaboração dos textos.
Acompanha a Formula 1 desde o início da década de 1990. Entusiasta no cuidado automotivo, leitor e colecionador de revistas especializadas e livros sobre Ayrton Senna.
Tenho predileção por músicas das décadas
1980-90, e gosto de pouca coisa de épocas mais recentes. Dessas poucas músicas,
resolvi rever uma esta semana e ao assistir o clip, que não conhecia, uma grata
surpresa. É ambientado em um kartódromo tipo indoor, focando na disputa entre
dois pilotos, que rivalizam desde a colocação dos macacões nos vestiários até o
fim das duas baterias, ao som do estilo synthpop.
Trata-se da música Tell Me Why, do grupo
sueco Supermode, de 2006:
Uma disputa de velocidade, belas
mulheres na torcida e diferenças acertadas na pista. Noto uma pequena
semelhança com a antiga rivalidade McLaren x Ferrari. Macacão vermelho com
pequeno logotipo amarelo na sapatilha remetendo à equipe italiana, macacão
branco com pequena semelhança aos prateados da equipe inglesa. Teria sido inspirado
na F1? Fica a dúvida.
A seguir o piloto ponteiro roda, após
acenar para a torcida, comemorando a liderança. Outra semelhança com a F1,
situação sofrida por Nigel Mansell ao acenar para as arquibancadas a poucos
metros do fim de um GP, deixando o carro morrer e abandonando a prova.
Inclusive os capacetes possuem as mesmas cores.
Até que "um novo piloto”, pra lá de
especial, assume o Kart número 08 na nova bateria, assume a liderança, e vence,
e os dois pilotos do início voltam para o vestiário se lamentando.
E como disse um amigo que também viu o
clip: “Mulheres, velocidade e gasolina, combinação perfeita”.
Formula 1 e cinema são elementos que costumam andar
separados. Lembro de alguns filmes como Alta Velocidade (Driven, 2001), com
Silvester Stallone, que em sua pré-produção desejava retratar a F1, mas parece
que não houve acordo com Bernie Ecclestone e, portanto, mudou o foco para a
Formula Indy. Mais conveniente e apropriado, já que o público americano é
sempre o principal alvo das produções cinematográficas de Hollywood. Sempre
ouvi falar deste filme, mas ainda não o assisti. Lembro vagamente também que o
tema do filme seria Senna, mas igualmente não foi para frente. É mais uma
película para se abordar nesta seção em um outro momento.
Outro filme que lembro com temática automotiva é Freejack:
Os Imortais. exaustivamente exibido no Domingo Maior da Rede Globo nas
madrugadas dos anos 1990. Lembro apenas que havia cenas de corrida e Mick
Jagger e Emilio Estevez estão no elenco. Curiosamente, sempre assistia o
início, com tomadas de uma corrida de monopostos (muito similares aos Formula
3), e logo após o acidente (bem improvável, com o bólido decolando e acertando
algo como um viaduto (?!?) com uma placa de publicidade). Logo após, surgem
personagens do futuro que desejam subtrair o corpo do piloto e vendê-lo a um
milionário, que transferirá sua alma para este. Nunca assisti muito mais que
isso, creio que à época, os comerciais de Didi Seven, Frigidiet, Clássicos dos
Clássicos, Amber Vision, Autoshine e Facas Ginsu, todos do Grupo Imagem (“ligue
agora, 011 1406” lembra?), exibidos na TV Bandeirantes, mereciam mais minha
audiência. Um filme digno de ser dissecado no blog: http://filmesparadoidos.blogspot.com.br/,
que eventualmente acesso.
Finalmente, em 2006, surge o documentário “Senna”. Como já relatado
anteriormente, houve uma série de projetos que almejavam retratar a vida e
carreira do piloto, mas que não passaram da pré-produção, ou de rabiscos em um
roteiro inicial. O filme ganhou força por utilizar vídeos reais da internet,
exibições da FIA e algumas exposições inéditas da F1, tornando-se uma bela
homenagem. Primeira vez que vi Formula 1 em uma sala de cinema, e que muito em breve
ganhará uma postagem por aqui.
Após o filme “Senna”, vejo em 2013 veiculações de
publicidade do filme Rush – No Limite da Emoção. Como pretendia assisti-lo,
procurei não ler resenhas ou críticas sobre o filme, algo que costumo fazer
para ter minha própria impressão sobre o conteúdo. Todavia, aqui em Salvador
apenas dois cinemas de Shoppings Centers exibiram o filme, e por curto período.
Tão curto (cerca de um mês) que saiu de cartaz e não consegui assistir. Deixei
o filme em segundo plano e finalmente, ao final do mês de setembro de 2014, a
rede de canais Telecine passou a exibi-lo. Me preparei então para assistir à
estreia.
Pelo pouco que lembrava, trata-se de um enfoque na temporada
de Formula 1 de 1976, abordando o duelo entre o austríaco Niki Lauda e o
britânico James Hunt, juntamente com o acidente que vitimou o primeiro,
ocasionando sérias queimaduras.
Sempre me interessei pela Formula 1 a partir da metade dos
anos 1980, pois nunca me detive sobre os anos anteriores, até por falta de
material, quando passei a acompanhar as corridas. Portanto sempre tive certa
resistência aos carros dos anos 1970, que hoje apresentam-se bem defasados, em
especial em seus designs.
Portanto, assisti ao filme ainda com um pé atrás, mas vamos
lá. Expectativas do início de um GP, cenas de Clay Regazzoni e Emerson
Fittipaldi (reconhecível pela pintura de seu capacete), largada com chuva,
Lauda vs Hunt, primeiro de agosto de 1976, GP da Alemanha.
A seguir, voltamos alguns anos para a disputa de um GP da
Formula 3. Surge a figura de James Hunt, como garanhão, pegador, aqueles velhos
clichês, etc, etc. Lauda está na pista, e é apresentado com um piloto
meticuloso, que cinco horas antes da corrida já estava no circuito, conhecendo
cada curva. O primeiro encontro de Lauda e Hunt se dá na pista, circuito de Crystal
Place. Hunt vomita antes da corrida, o que seria uma marca registrada, em razão
do nervosismo. Hunt força pra cima de Lauda que roda. O austríaco, demonstrando
desde já seu caráter germânico e pragmático também na pilotagem, questiona Hunt
quanto a sua atitude. O britânico o chama de covarde por ter hesitado.
Mais alguns anos e vemos Lauda entrar na equipe BRM (British
Racing Motors), fazendo uma série de ajustes no modelo chassi P160 de 450cv,
V12 com 600kg. O piloto procura diminuir o peso do carro, orientando os
mecânicos a substituírem peças por itens de magnésio. A seguir, pede ao
primeiro piloto, o suíço com grandes influências italianas, Clay Regazzoni, que
dê uma volta com o carro modificado. Marca 2,3s mais rápido que com o carro
convencional, atingindo 275km/h. Regazzoni vai para a Ferrari, mas exige a
contratação de Niki Lauda, por sua capacidade e afinco no ajuste dos carros. Enzo
Ferrari, fundador da equipe, encontra-se na pista. Neste momento há a impressão
que a Formula 1 é apenas um cenário para a disputa que virá entre os dois
pilotos.
Uma cena interessante é a de James Hunt deitado, visualizando
uma volta no GP de Mônaco, com cada marcha e velocidade adequadas para cada
curva, de modo a melhorar seu tempo. Surge então a modelo Suzy Miller,
interpretada pela atriz Olivia Wilde, a Dra. “13” Hadley do seriado House, e
que viria a ser a esposa de Hunt, que visava ter um tom mais sério para atrair
patrocinadores. Em contrapartida, Lauda desentende-se com Regazzoni ao ir à uma
festa da Ferrari, e pega uma carona com Marlene, aquela que viria a ser sua
esposa.
James Hunt e Suzy Miller/Olivia Wilde e Chris Hemsworth
Duas passagens bem interessantes nesta carona é que Lauda
desliga o rádio e cita diversos barulhos no carro e os respectivos defeitos
(correia da ventoinha frouxa, sistema de freios, etc.). E a outra é que o carro
quebra e Marlene pede carona e o motorista não para. Quando lauda faz o mesmo,
o condutor imediatamente o reconhece e para, sentindo-se lisonjeado que o
piloto conduza seu carro.
Com seu conhecimento técnico e pilotagem eficiente, Lauda
conquista o título de 1975. Para 1976, seu grande rival Hunt fica sem equipe,
já que a Hesketh Racing tem problemas financeiros, e deseja a todo custo um
assento, comprometendo-se a mostrar uma boa imagem e a aparecer em eventos de
patrocinadores. Emerson Fittipaldi vai para a Coopersucar (abandonando o
caminho seguro para a disputa de mais títulos em nome do desejo de manter
equipe própria) e Hunt assume seu lugar na McLaren.
A temporada começa em, Interlagos, GP Brasil, com todos os
estereótipos a que temos direito, com mulatas com roupas de carnaval na pista e
Hunt sambando e se vangloriando frente ao austríaco. Lauda diz: “Vamos ver onde
você estará após a primeira volta, e após cinco corridas”. Lauda vence e Hunt
abandona, alcançando a primeira vitória apenas na quarta corrida, o GP da
Espanha.
Em alguns momentos, as disputas na pista cedem lugar a
passagens sobre a vida pessoal dos pilotos, talvez uma manobra para satisfazer
o público feminino e demais espectadores que não são grandes fãs de Formula 1 e
automobilismo, a exemplo do que relatei na parte 1 da seção AUTOMOBILISMO NOCINEMA- DIAS DE TROVÃO.
Chega a data do GP da Alemanha, Nurburgring. Dito como um
circuito antiquado e inseguro. Um fã pede um autógrafo de Lauda com data, pois
caso ele morra valerá mais. Tempo chuvoso, Niki concorda em correr 20% de risco
de acidentes em um GP, mas não aceita nem 1% a mais e reúne os outros pilotos
para solicitar o cancelamento da corrida, já que o tempo chuvoso amplifica
ainda mais a possibilidade de acidentes. Hunt incita os colegas a não
aceitarem, visto que o austríaco seria favorecido.
A corrida acontece, Lauda e Hunt largam com pneus biscoito
(pneu de chuva), mas percebem que pilotos com slick andam muito mais rápido, e
param para trocá-los. Ainda há trechos molhados, Lauda bate e o carro
incendeia, ficando cerca de um minuto rodeado por chamas, com temperatura de
cerca de 420ºC. Hunt vence a corrida e culpa-se pelo acidente, já que Lauda
alertou sobre o perigo.
A partir de então, vemos Lauda lutando pela sua recuperação,
chegando a receber a extrema unção, enquanto Hunt segue pontuando na temporada.
Enxertos de pele têm que ser utilizados para a reconstrução plástica dos
ferimentos na cabeça, além de dolorosas lavagens pulmonares, para retirada de
resíduos tóxicos e retomada da oxigenação plena. Ainda em tratamento, tenta
colocar o capacete, sentindo fortes dores ao fazê-lo.
Após 42 dias, Lauda retorna para o
GP de Monza e afirma a Hunt: “Vê-lo ganhar aquelas corridas, enquanto eu estava
assim... Você também foi responsável por minha volta”. A Ferrari corre com três
carros, já que Carlos Reutemann, que havia substituído Lauda, é mantido na
equipe, pelo menos até este GP. Hunt abandona, Lauda chega em quarto, feito
bastante comemorado pelos fanáticos torcedores italianos da Ferrari.
Na última corrida, o GP do Japão,
Niki está com três pontos a mais que o britânico, que ao contrário do certame
da Alemanha, deseja o cancelamento do GP, também por questões de segurança. Mas
é claro que os interesses comercias falaram mais alto, com toda a publicidade
que o acidente de Lauda e a disputa do título com Hunt promoveram.
Niki Lauda após algumas voltas não
aceita correr mais riscos e abandona a corrida, abrindo mão da disputa do
título. Um dos gestos que o fez ser lembrado até os tempos atuais. Hunt é
mostrado com sangue nas mãos, já que a alavanca de câmbio quebrou. Não sei a
veracidade deste acontecimento, mas foi demonstrado. Hunt precisava chegar em
terceiro e termina a corrida acreditando que não conseguiu. Ao final da
corrida, após o anúncio da classificação oficial, recebe a notícia que obteve
êxito, alcançou a pontuação necessária, superou Lauda por apenas um ponto e
conquistou o título de Formula 1 de 1976.
Hunt enxerga os pilotos, que se
dispõem a morrer, como nobres cavaleiros. Lauda acredita que se alguém está
disposto a morrer nas corridas na verdade já perdeu. Muito provavelmente, caso
não houvesse se acidentado, Lauda seria o campeão.
Ao final, Lauda descreve Hunt como um dos poucos que
gostava, dos pouquíssimos que respeitava e o único ao qual invejou. Talvez, por
serem extremos opostos, um enxergava no outro características que admiram, mas
não possuem. O inglês se aposentou após correr até a metade da temporada de
1979, e passou a comentar corridas de Formula 1 pela BBC de Londres. Assisti
várias corridas narradas por Murray Walker com seus comentários, especialmente
no Justin.TV, que apresentava GPs de anos aleatórios. Apenas agora soube que
tratava-se dele. Uma de suas falas, ao comentar sobre Ayrton Senna na liderança
do GP do Japão de 1988: "A não ser que haja uma interferência de Deus,
estamos vendo o novo campeão mundial".
James Hunt morreu em 1993, aos 45 anos vítima de um ataque
cardíaco. Tudo indica que em conseqüência de sua vida desregrada, com consumo
de álcool e drogas ao longo de anos. Niki Lauda conquistou mais dois títulos,
nas temporadas de 1977 e 1984 (este último graças à patotada francesa que
interrompeu o GP de Mônaco quando Senna iria ultrapassar Prost, e os pontos
valeram a metade. O austríaco ganhou o título com meio ponto de vantagem para
Prost).
Lauda permaneceu na F1 até 1979, retornando em 1982 e
retirando-se como piloto em 1985. Passou então a dar maior atenção à sua
empresa de aviação. Nos anos 1990 atuou como consultor técnico da Ferrari, nos
anos 2000 passou pela equipe Jaguar e desde 2012 figura na equipe Mercedes,
sendo possível vê-lo nos bastidores dos GPs atuais.
Surge então aqui um contraponto de personalidades: vale mais
usufruir de um curto período de vida em alta intensidade e a seguir pagar o
preço pelos excessos (viver 10 anos à 1000...)? Ou manter-se focado em seus
objetivos, dedicando-se completamente ao trabalho e colher os louros em longo
prazo (1000 anos a 10)? Eu fico com esta última, mais segura, e não por acaso,
aqueles que optaram pela primeira opção, sofreram as consequências.
Dentre os pontos fortes do filme
estão: a manutenção dos nomes originais dos pilotos, capacetes, patrocínios e
equipes (numa salada que deve ser a aquisição dos direitos autorais), inclusive
com trechos mostrando os equivalentes de Emerson Fittipaldi, Graham Hill e Clay
Regazzoni. Carros como a mítica Tyrrel de seis rodas e a Lotus preta e dourada
com as cores da John Player Special estiveram devidamente retratadas de forma
realista, bem como a McLaren-Marlboro; a fantástica atuação do alemão Daniel
Brühl, como o austríaco Niki Lauda. Além da caracterização que o deixou
extremamente parecido com o piloto e com seus trejeitos, a forma de falar e o
sotaque quando vocaliza em inglês foi elogiado pelo próprio (vi apenas
exibições dubladas). A atriz Alexandra Maria Lara, também ficou muito bem
caracterizada com a esposa de Lauda, Marlene; as tomadas onboard, que deixaram
a filmagem bastante realística e a impressão de assistir ao filme em primeira
pessoa, o que estimula o fã de automobilismo.
Niki Lauda fala sobre o preparo e a interpretação de Daniel Brühl
O filme adaptou os fatos para o
cinema, colocando o embate em estilo épico. Alguns lances parecem surreais,
como as longas conversas entre pilotos e a equipe dos boxes, sendo que naquele
momento, o que o piloto deseja é voltar o mais rápido para a pista, além do
barulho ensurdecedor dos motores não permitir diálogos tão demorados. Não vejo
Chris Hemsworth como ideal para interpretar James Hunt, me parece que foi
colocado como atrativo comercial, já que protagonizou filmes como Thor.
Não creio que o filme teve grande
bilheteria nas salas de cinema do Brasil, mas na TV tem tudo para alcançar
melhores índices. O filme pode servir de inspiração para futuros projetos que
almejem retratar novas disputas entre pilotos, a exemplo do embate Senna x
Prost. Inclusive o brasileiro dizia que gostaria de possuir a técnica de Lauda
e a agressividade de Villeneuve combinadas com seu próprio estilo.
Portanto acompanhem: Rush: No
Limite da Emoção, atualmente no Telecine.
O
blog já tem uma seção sobre AUTOMOBILISMO NO CINEMA, que abordou o filme Dias
de Trovão. Penso em estendê-la a filmes que abordem não só competições (já que
limitaria a poucas películas), mas também a filmes que abranjam carros em
geral, como De Volta para o Futuro (Back to the Future), Quem não Corre Voa (The Cannonball Run), etc. Contudo, pensava
em fazer outra seção, com músicas que apresentam em suas letras e clipes
menções aos veículos automotores. A ideia surgiu em mais uma jornada diária de
trânsito, quando ouço no rádio:
So remember when we were driving,
driving in your car Speed so fast feel like I was drunk City lights lay out before us And your arm felt nice wrapped
round my shoulder And I had the feeling that I
belonged And I had a feeling I could be
someone, be someone, be someone
Fast Car – Tracy Chapman, que será
explanada em outra oportunidade.
Hoje, zappeando os canais da SKY, parei no
TCM, canal de filmes antigos, que costuma exibir filmes e séries da época que
mais gosto: os Anos 1980-1990. Fim do episódio de Miami Vice, mudo o canal por
uns instantes e retorno. Estava passando um videoclipe, que geralmente é
exibido antes de um filme (Prévia TCM, ou Videoclipes TCM Grandes Êxitos Vol. 1).
O filme de hoje: Negócio Arriscado (Risky Bussiness) de 1983, com Tom Cruise e
Rebecca De Mornay que também apresenta um Porsche. Voltando ao clipe, levei
algum tempo para reconhecer. Três carros esportivos realizando curvas velozes, em
um tipo de corrida urbana, em estradas comuns. Então, um trecho da música me
remete à 1997 (“she is just a cosmic
girl...”), bons tempos da MTV Brasil, em uma época pré-internet, passava
algumas madrugadas assistindo clipes. Havia muito mais música que programas
monótonos da fase recente. Tratava-se justamente da música: Cosmic Girl, do grupo britânico Jamiroquai.
Lembrei
que na época assistia o clipe impressionado com aquelas máquinas, três grandes
esportivos, que eventualmente via nas Revistas Motor Show, que colecionava. Então
sempre que a MTV exibia, parava para assistir.
Tratam-se
dos seguintes carros: o clipe inicia com uma Lamborghini Diablo SE30, cor roxa,
parada no acostamento. Ao fundo, com faróis escamoteáveis acesos, surge uma Ferrari
F335 Berlinetta preta, ainda não muito visível. A seguir, focaliza-se uma Ferrari
F40 vermelha ao lado da Lamborghini (e suas clássicas portas que abrem para
cima), ainda estáticas. A Ferrari F335 passa em alta velocidade e os ocupantes
das demais máquinas passam a seguí-la. A partir daí, revezam-se imagens do
vocalista Jay Kay pilotando e cantando, com excelentes tomadas dos bólidos. É
como bálsamo para os fãs de automobilismo, que imaginam-se guiando os foguetes
(à época, com 19 anos, tinha em meu quarto pôsteres com a F335 e com a Ferrari
F50). A música, moderna, mas com forte influência dos anos 1970, lembra alguns temas de Arcades (jogos de fliperama) da época. O clipe em alguns momentos lembra comercial
de carros, mas Jay é um grande fã de automobilismo, e levou sua paixão para as
telas. Ao final, a Lamborghini em uma passagem em alta velocidade, tal qual a F335 do início.
Álbum: Traveling Without Moving - Jamiroquai. Simulando o logo da Ferrari
Abaixo
é possível vê-lo em sua casa com um casaco da Ferrari, em uma pequena
demonstração de corrida de carros-gaiola, além de apresentar sua coleção
automotiva.
Lembrava de Jamiroquai em outro
clipe famoso e bem criativo: Virtual Insanity. Ouvia e pensava que o cara era
um Steve Wonder cover, tal semelhança
entre as vozes.
Paro por aqui para rever mais
algumas vezes o videoclipe Cosmic Girl. Até a próxima.
A
vaga mais almejada parece ser a da Lotus-Renault. Com o posto deixado por Kimi
Raikkonen, que ocupará justamente a vaga de Felipe, e o bom retrospecto da
escuderia em 2013, além de um possível interesse da montadora francesa em
expandir ainda mais sua participação no mercado de automóveis do Brasil (a
exemplo do que aconteceu com Bruno Senna), principalmente em razão de a equipe
cogitar assumir o nome Renault novamente. Este deve ser o caminho natural para
o experiente piloto permanecer na F1, apesar de o desempenho do brasileiro não
ter sido dos melhores nos últimos anos, mas o que prevalece na F1 atual é o
interesse comercial.
Fala-se
também em uma troca total de pilotos, visto que o francês Romain Grosjean,
apesar de ter evoluído bastante em comparação à temporada passada, esteve
sempre atrás do finlandês, e caso permaneça, será apenas uma forma de manter um
piloto compatriota da montadora.
Especula-se
também uma possível ida para a McLaren, ocupando a vaga do mexicano Sergio Pérez,
o que seria uma decisão mais acertada já que a equipe apresenta uma estrutura
mais adequada para adaptar-se à mudança de regulamento para o próximo ano
(utilização de motores V6 1.6 litro turbo em substituição aos V8 2.4 litros aspirados),
além do retorno do motor Honda para 2015 (mantiveram parceria de 1988 a 1992), que já deve estar trabalhando no propulsor,
em contrapartida à péssima temporada atual.
Outra
opção seria a Williams, mas não parece ser uma alternativa viável na busca de
bons resultados, já que a equipe está realizando uma atuação sofrível neste
ano, e anda mal de orçamento, devendo buscar um piloto pagante, mesmo com Massa
apresentando bons patrocínios. A Force India surge como uma zebra, com poucas possibilidades.
Como
última opção de permanecer na F1, encontra-se a Sauber, (que projetou Felipe
para a Ferrari) que ao contrário de outros anos, também não apresentou bom
desempenho na temporada e, outrossim, não dispõe de grande orçamento, devendo
permanecer como equipe pequena/média. Seria apenas uma forma de continuar
figurando na categoria.
Caso
não encontre equipe na F1 para 2014, o piloto de 32 anos deverá migrar para
outra categoria. O destino mais comum para quem deixa a F1 costumava ser a
F-Indy, mas atualmente as categorias de turismo passaram a receber estes pilotos
com maior frequência.
Comenta-se
também que a Rede Globo tem se mobilizado para manter Felipe na F1, tentando
evitar um hiato de brasileiros, algo que não acontece desde a entrada de
Emerson Fittipaldi. A emissora em recente matéria no Jornal Nacional, confirmou
o patrocínio de várias empresas para a transmissão do próximo ano, em uma
tentativa de manter a audiência (ou talvez já esteja certa da permanência do
brasileiro). Em 1994, após a morte de Senna, falou-se também na interferência
da Globo para a ida de Rubens Barrichello para a Williams naquele ano e para a
McLaren em 1995. Nenhuma das duas situações se confirmou, e muitos
telespectadores deixaram de acompanhar as corridas, apesar de que os
verdadeiros apreciadores do automobilismo continuarão a seguir os GPs,
independente da presença de compatriotas.
Felipe
Massa já apresentou bom desempenho na F1, vencendo inclusive por duas vezes o
GP do Brasil, em 2006 e 2008, tendo naquele último ano, conquistado o
vice-campeonato, quase alcançando o título, não apenas por um ponto de
diferença no último GP, mas em razão de uma série de erros da Ferrari nos pit stops daquela temporada.
Talvez
a mudança de ares, caso permaneça na F1, fará bem a Felipe, desde que a equipe
em questão mantenha em aberto a disputa entre seus pilotos, não privilegiando
alguém em seu detrimento, a exemplo do que fez a Ferrari em relação a Alonso.
ATUALIZAÇÃO: Em 11 de novembro, Massa anuncia o acerto com a Williams,
CLIQUE AQUI para acompanhar a segunda parte da postagem.
Sorteio de uma Ferrari pelo Shopping Iguatemi Salvador
O Shopping Iguatemi Salvador, através de uma forte campanha
publicitária, inovou ao disponibilizar para sorteio, uma Ferrari California 4.3
GT 8V 32V, com valor estimado de R$1.380.000,00. Provavelmente a maior
premiação do país em se tratando de sorteios de Natal.
Cada R$300,00 deu direito a um cupom para o sorteio. O
shopping espera um aumento de 15% nas vendas em comparação com o mesmo período
do ano passado, valendo-se também do pagamento do 13° salário para atrair os
clientes.
O Iguatemi, que por muitos anos foi o shopping com maiores
atrativos para os consumidores de Salvador, com suas frequentes ampliações, perdeu
espaço para novos empreendimentos, como o Shopping Salvador, o Shopping
Paralela e o Salvador Norte. Esta campanha conseguiu amealhar boa parte deste
público consumidor, a julgar pela repercussão na cidade e região e pelas filas
nos balcões de troca.
Falando do carro, trata-se de um modelo 4.3 litros, com
cerca de 460 cv a 7.500 rpm, injeção direta, capaz de alcançar 310km/h, com
sete marchas através de câmbio borboleta ou automático, dupla embreagem,
controle de tração F1-Trac, 0 a 100 km/h em 3,9 segundos, roda de liga leve aro
20”, dentre diversos outros itens. Este veículo preza pelo conforto mais do que
a esportividade, quando comparado com os demais carros da montadora italiana,
havendo também preocupação quanto ao consumo (7,7km/l) e emissão de poluentes.
Estive no shopping para outro fim e topei com a Ferrari meio
que por acaso. O primeiro contato é um impacto, por se tratar de uma marca
lendária, de tantos anos de Formula 1 e da referência de veículos esportivos. O
tradicional vermelho sangue, a roda aro 20”, os contornos aerodinâmicos o “cavallino rampante”, as pessoas à volta
fascinadas, o cerco impedindo um contato direto e a possibilidade de possuir
aquele carro ou seu valor em dinheiro, tudo isto dá uma aura especial,
principalmente ao fã de automobilismo.
Creio que o vencedor do sorteio deverá realmente optar pelo
dinheiro da venda do possante, já que seu emplacamento estaria por volta dos
R$33.000,00, além da falta de asfalto adequado e da ocorrência de quebra-molas
(lombadas) nas diversas vias da cidade.
Boa sorte aos participantes, inclusive este que vos tecla.
Quem sabe teremos uma nova avaliação no blog denominada: TESTE – FERRARI CALIFORNIA
4.3 GT 8V 32V.
Ano novo, sonho novo. O sorteio será neste dia 03 de janeiro de 2013 às
18:30.