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Salvador, BA, Brazil
Acompanha a Formula 1 desde o início da década de 1990. Entusiasta no cuidado automotivo, leitor e colecionador de revistas especializadas e livros sobre Ayrton Senna.

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quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

CARROS DA F1 2015 (PARTE 3) – MERCEDES F1 W06 HIBRID

Atual campeã de pilotos e construtores, tentará manter os títulos, e tem tudo para tal. Nem as equipes parceiras, para as quais fornece motores, tem propulsor equivalente ao da escuderia alemã, quanto mais as rivais. Luta também para manter o congelamento no desenvolvimento das unidades de potência, de modo a manter a vantagem que predominou durante a temporada de 2014.

Mercedes AMG Petronas Formula One Team
Nacionalidade: Alemanha
Motor: Mercedes Turbo 1.6 V6 24 válvulas
Sede: Stuttgart, Alemanha
Pilotos: Lewis Hamilton (Inglaterra), Nico Rosberg (Alemanha)

Mercedes F1 2015

Manteve as cores predominantes cinza-prata, verde-água e preta, características da equipe desde sua reestreia em 2010. Bico baixo bem harmônico, sem mudanças bruscas no design (ao contrário da McLaren), o que deve favorecer a aerodinâmica.

Lewis Hamilton, piloto arrojado que já cometeu erros de principiante em outros momentos, parece ter adquirido a maturidade necessária para manter-se no topo. Parte em busca do tri, e a disputa deverá ser com o companheiro de equipe mais uma vez.

Nico Rosberg apresentou em 2014 a regularidade como ponto forte. Não é um piloto agressivo e após um bom início, esteve à sombra de Hamilton nos GPs finais. É o piloto da casa e deverá lutar para conseguir seu espaço na equipe.

Patrocinadores:

Petronas: Petroliam Nasional Berhad, multinacional estatal petrolífera malaia que atua na exploração, produção e refino do petróleo; processamento e transporte de gás; indústria petroquímica e investimentos imobiliários. Presente em mais de 50 países. A linha Petronas Syntium abrange lubrificantes, líquidos de arrefecimento e anticongelantes. Petronas Primax: combustível que promete baixo consumo, redução do atrito e melhor combustão.


Blackberry: empresa canadense que autointitula-se líder mundial em comunicações móveis. Produz celulares, tablets, sistemas operacionais e softwares. Atua na Europa, América do Norte e Latina, Ásia Pacífico, Oriente Médio e África.


Qualcomm: companhia norte-americana que também intitula-se líder mundial em tecnologias móveis, com a ressalva: “de última geração”. Produz chipsets (Snapdragon), softwares/aplicativos e desenvolve tecnologia wireless.



Rosberg e Hamilton


Epson: Seiko Epson Corporation. Empresa japonesa originariamente produtora de peças para relógios. Atualmente produz impressoras convencionais e 3D, computadores, scanners, projetores, robôs industriais e componentes eletrônicos. Possui cerca de 72.000 empregados atuando em 94 empresas pelo mundo.


Hugo Boss: Hugo Boss: tradicional empresa alemã, que iniciou no ramo têxtil de vestimentas, obtendo grande êxito neste mercado. Passou a produzir óculos, relógios, perfumes (o piloto da McLaren, Jenson Button é garoto propaganda da marca) e produtos de luxo.


Pirelli: fábrica italiana de pneumáticos. Fornece pneus a todas as equipes da Formula1.




Referências

terça-feira, 12 de novembro de 2013

FELIPE MASSA E A F1 2014 (PARTE 2)

Após uma série de especulações que colocavam o brasileiro Felipe Massa na equipe Williams. O time inglês confirma o piloto para a próxima temporada, no lugar do venezuelano Pastor Maldonado e ao lado do finlandês Valtteri Bottas.
 
Um dia após a festa de despedida da Ferrari, Felipe Massa foi anunciado como piloto da equipe Williams-Mercedes para a temporada de 2014. A equipe descreve o brasileiro como “experiente, talentoso e comprovadamente vencedor”, com 11 vitórias, 36 pódios e quase campeão em 2008, em uma disputa apertada. Ressalta também seu trabalho na conquista dos títulos de construtores em 2007 e 2008.


 Felipe Massa visitando a sede da Williams e anunciando o contrato

Nos tempos de criança em que apenas assistia a Formula 1, Felipe colocava a Williams entre as três equipes que gostaria de correr, ao lado de Ferrari e McLaren. Massa afirma também que vários e importantes brasileiros integraram a equipe, havendo uma forte ligação desta com o público brasileiro (contudo a maior lembrança que fica para o Brasil é a morte de Ayrton Senna).
 
O brasileiro espera que com a mudança nas regras para o ano que vem, aliada com sua experiência e motivação, a Williams F1 possa superar o atual momento ruim e encontrar uma direção certa.

 
Williams F1 Team Logo
Imagem: Williams F1
 
Muito se falou nos últimos dias sobre o destino de Massa. A Williams, tradicional equipe, vencedora nos anos 1980 e 1990, terá uma boa oportunidade de se reerguer no próximo ano, em contrapartida à péssima temporada atual. Quatro dos cinco maiores pilotos brasileiros pilotaram pela equipe: em ordem cronológica: Nelson Piquet (1986-87), Ayrton Senna (1994), Rubens Barrichello (2010-11) e agora Felipe Massa (a exceção é Emerson Fittipaldi). Antonio Pizzonia (2004-05) e Bruno Senna (2012) também pilotaram os carros ingleses. Como dito na PRIMEIRA PARTE DESTA POSTAGEM, parece ter havido uma influência da Rede Globo na manutenção de Massa na F1, de modo a haver pelo menos um piloto brasileiro na categoria, assegurando os interesses comerciais da emissora com o esporte.
 
A Petrobras, que já foi confirmada como anunciante comercial nas transmissões da F1 2014, poderá retomar a parceria com a Williams, já que a petrolífera venezuelana PDVSA deixará a equipe, juntamente com Maldonado, arcando com boa parte da multa de €30.000.000,00 pelo rompimento antes do fim do contrato que estava válido até 2015.

 
Motor Mercedes V6 turbo 1.6 litros que equipará a Williams em 2014
 
A Williams aposta na experiência de Massa e na juventude e ímpeto de Bottas, para realizar uma boa temporada em 2014. Com o novo regulamento, o peso do piloto será determinante para a distribuição de lastro, visando equilibrar melhor o chassi. Como Felipe é um dos pilotos mais leves do grid, contribuirá com a equipe neste item.

Massa anunciando o contrato com a Williams

Quem acompanhou a Formula 1, no final dos aos 1980 e início dos 1990, sabe a força e a tradição vencedora que a equipe Williams possuía. As cores azul, amarelo e branco (como relatado no post sobre os CARROS MAIS BONITOS DA F1) eram sinônimo de vitória e desempenho de alto nível, em uma época na qual o uso e desenvolvimento da tecnologia eletrônica era admitida e incentivada. Os carros de Nigel Mansell em 1992 e Alain Prost em 1993 representavam o ideal da ciência automotiva daquele momento. Espera-se que a parceria Williams-Mercedes e Massa possa trazer novas expectativas de melhores resultados ao brasileiro, que desde que a Ferrari anunciou que não iria renovar seu contrato, vem alcançando boas posições, ao contrariar as ordens da equipe contestando-as, como quando sugeriu uso de pneus que o prejudicariam colocando-o atrás de Fernando Alonso.

 
 Felipe Massa

Massa já mostrou que é competitivo, vencendo por duas vezes o GP de Interlagos, em 2006 (primeiro e atualmente único brasileiro a vencer em casa após a vitória de Senna em 1993) e 2008, ano que quase sagrou-se campeão, por um ponto de diferença. Agora rumo a 2014, sem ter que se submeter a ser o segundo piloto da equipe. O contrato é válido até 2015, podendo prorrogar até 2016.

 
 
Massa e Frank Williams

 

Referências

 
Terra F1
Terra F1
Wikipedia - Williams F1
Williams F1

terça-feira, 1 de outubro de 2013

FELIPE MASSA E A F1 2014 (PARTE 1)

Com o fim do contrato de Massa com a Ferrari após oito anos, especula-se qual será o destino do brasileiro para 2014.
 
Felipe Massa - Ferrari
Foto: Motorsport

 A vaga mais almejada parece ser a da Lotus-Renault. Com o posto deixado por Kimi Raikkonen, que ocupará justamente a vaga de Felipe, e o bom retrospecto da escuderia em 2013, além de um possível interesse da montadora francesa em expandir ainda mais sua participação no mercado de automóveis do Brasil (a exemplo do que aconteceu com Bruno Senna), principalmente em razão de a equipe cogitar assumir o nome Renault novamente. Este deve ser o caminho natural para o experiente piloto permanecer na F1, apesar de o desempenho do brasileiro não ter sido dos melhores nos últimos anos, mas o que prevalece na F1 atual é o interesse comercial.

Motor Renault – RS27 2013
 
Fala-se também em uma troca total de pilotos, visto que o francês Romain Grosjean, apesar de ter evoluído bastante em comparação à temporada passada, esteve sempre atrás do finlandês, e caso permaneça, será apenas uma forma de manter um piloto compatriota da montadora.

Especula-se também uma possível ida para a McLaren, ocupando a vaga do mexicano Sergio Pérez, o que seria uma decisão mais acertada já que a equipe apresenta uma estrutura mais adequada para adaptar-se à mudança de regulamento para o próximo ano (utilização de motores V6 1.6 litro turbo em substituição aos V8 2.4 litros aspirados), além do retorno do motor Honda para 2015 (mantiveram parceria de 1988 a 1992), que já deve estar trabalhando no propulsor, em contrapartida à péssima temporada atual.
 
  
McLaren MP4-28
 
Outra opção seria a Williams, mas não parece ser uma alternativa viável na busca de bons resultados, já que a equipe está realizando uma atuação sofrível neste ano, e anda mal de orçamento, devendo buscar um piloto pagante, mesmo com Massa apresentando bons patrocínios.

A Force India surge como uma zebra, com poucas possibilidades.
 
Williams F1 2013
 
Como última opção de permanecer na F1, encontra-se a Sauber, (que projetou Felipe para a Ferrari) que ao contrário de outros anos, também não apresentou bom desempenho na temporada e, outrossim, não dispõe de grande orçamento, devendo permanecer como equipe pequena/média. Seria apenas uma forma de continuar figurando na categoria.
  
Sauber C32
 
Caso não encontre equipe na F1 para 2014, o piloto de 32 anos deverá migrar para outra categoria. O destino mais comum para quem deixa a F1 costumava ser a F-Indy, mas atualmente as categorias de turismo passaram a receber estes pilotos com maior frequência.
 
Comenta-se também que a Rede Globo tem se mobilizado para manter Felipe na F1, tentando evitar um hiato de brasileiros, algo que não acontece desde a entrada de Emerson Fittipaldi. A emissora em recente matéria no Jornal Nacional, confirmou o patrocínio de várias empresas para a transmissão do próximo ano, em uma tentativa de manter a audiência (ou talvez já esteja certa da permanência do brasileiro). Em 1994, após a morte de Senna, falou-se também na interferência da Globo para a ida de Rubens Barrichello para a Williams naquele ano e para a McLaren em 1995. Nenhuma das duas situações se confirmou, e muitos telespectadores deixaram de acompanhar as corridas, apesar de que os verdadeiros apreciadores do automobilismo continuarão a seguir os GPs, independente da presença de compatriotas.
  
Felipe Massa. Interlagos, 2006
Foto: Crash.net
 
Felipe Massa já apresentou bom desempenho na F1, vencendo inclusive por duas vezes o GP do Brasil, em 2006 e 2008, tendo naquele último ano, conquistado o vice-campeonato, quase alcançando o título, não apenas por um ponto de diferença no último GP, mas em razão de uma série de erros da Ferrari nos pit stops daquela temporada.
 
Talvez a mudança de ares, caso permaneça na F1, fará bem a Felipe, desde que a equipe em questão mantenha em aberto a disputa entre seus pilotos, não privilegiando alguém em seu detrimento, a exemplo do que fez a Ferrari em relação a Alonso.

ATUALIZAÇÃO:
Em 11 de novembro, Massa anuncia o acerto com a Williams, CLIQUE AQUI para acompanhar a segunda parte da postagem.
  

Referências