Este Blog tem como objetivos: trazer informações técnicas, teóricas e empíricas sobre automóveis de rua (características, consumo, manutenção, comparativos, cuidados com lavagem e enceramento); rever a história do piloto Ayrton Senna, detalhando os GPs disputados; comentar eventualmente a F1 atual e outras categorias, utilizando elementos de metodologia científica na elaboração dos textos.
Acompanha a Formula 1 desde o início da década de 1990. Entusiasta no cuidado automotivo, leitor e colecionador de revistas especializadas e livros sobre Ayrton Senna.
Thruxton, Inglaterra, 23 de outubro de 1983. Última prova, Ayrton Senna conquista
dezesseis pole positions, vence doze
das dezenove provas do campeonato de Formula 3 e estabelece um novo
recorde na categoria, superando Nelson Piquet, que havia alcançado onze
vitórias na temporada de 1978.
Senna Recordista da F3
Vídeo: TVE
A diferença entre ambos era pequena, visto que
Brundle fazia uma temporada consistente, com seis vitórias e dez segundos
lugares.
Senna largou na pole e
manteve a liderança durante as 15 voltas, conquistando também um ponto extra
pela volta mais rápida, não dando chances a Martin Brundle, que largou na
terceira posição, e não conseguiu ultrapassar o segundo colocado, o
norte-americano Davy Jones.
Termina o campeonato, Senna 132 pontos, Brundle 123.
Ao final da corrida, Ayrton recebe a confirmação de que irá
testar a McLaren-Porsche turbo, premiação concedida ao campeão, já que a
Marlboro, patrocinadora da equipe, também patrocinava o campeonato inglês.
Senna recebe o convite do chefe da atual equipe para
disputar o campeonato europeu de Formula 2, mas já é hábito na época que os
pilotos migrem direto para a Formula 1.
O piloto tornou-se o único tríplice coroado das formulas
britânicas (Formula Ford 1600, Formula Ford 2000 e Formula 3).
Na temporada de Formula 1 de 2011 a equipe Renault F1 muda
seu nome para Lotus Renault GP, e assume a tradicional combinação de cores: preta
e dourado utilizada anteriormente por nomes como Emerson Fittipaldi, Nigel Mansell
e Ayrton Senna.
No início achei a combinação meio forçada. Uma pintura dos
anos 70 e 80, original da marca JPS, adaptada para 2011,
meio desconexo, mas posteriormente passei a apreciar.
Os produtos da F1 são em geral muito caros e/ou difíceis de encontrar.
Passei o ano de 2011 em busca da camisa da Lotus daquele período, mas ainda
estava muito "salgada".
Encontrei então esta retro
em homenagem àquela época, com os patrocinadores bem grandes, característica
dos anos 80, e por um bom preço, ainda disponível no Mercado Livre:
Camisa Lotus Renault 1985
Com a chegada da nova temporada, os produtos de 2011 tiveram
seus preços reduzidos, consegui então adquirir a peça oficial daquele ano, que
prefiro, por ter um desenho mais clean
do que a da temporada atual:
Camisa Lotus Renault 2011
Ambas são tamanho “G”, mas na verdade se enquadrariam no
tamanho “M”, que costumo utilizar. Sugiro sempre consultar a tabela de medidas
e comparar com as suas.
Após uma semana de votação, Ayrton Senna conquistou a vitória contra o ex-presidente Lula na segunda eliminatória do programa "O Maior Brasileiro de Todos os Tempos", nesta quarta-feira, 08 de agosto. Foram 63,6% dos votos a favor do piloto. Uma surpresa, visto que o espaço poderia ser utilizado por partidários do político, visando maior marketing para o grupo e para a atual presidente.
Nuno Cobra representou o piloto no programa. Ele que foi um profissional fundamental na formação de Ayrton, visto que desenvolveu seu preparo físico para suportar duas horas de corrida intensa, já que ascendeu da Formula 3, categoria com duração média de 30 minutos por etapa. Juntamente com uma inovadora técnica de desenvolvimento mental, com foco na experiência de atletas olímpicos, que culminou na tão conhecida concentração que Senna apresentava nas pistas. Sugiro a leitura de seu livro: "A Semente da Vitória".
Anúncio da vitória de Ayrton Senna no primeiro confronto
Mais uma vez Senna foi ovacionado, pelas pessoas presentes no estúdio, demonstrando ser um forte candidato ao título. Nuno não conteve a emoção, discursando efusivamente.
O programa fez aqui uma breve descrição de sua carreira, seguem alguns trechos: "A maior parte da sua carreira foi no exterior. Suas equipes eram estrangeiras. Mas, Ayrton Senna fazia questão de lembrar que era do Brasil. Suas conquistas eram compartilhadas com o público e se tornavam vitórias nacionais".
"Muito mais do que uma distração, ver Senna ganhar uma corrida era ter um motivo para festejar, uma folga dos problemas nos finais de semana. E para um país que passava por graves crises, isso era um alívio".
Senna após a famosa vitória no GP da Europa em Donnington, 1993
Lamentável que a emissora insista em colocar fotos de Senna na ocasião de sua última temporada, em 1994 na Williams, um ano de decepções com a equipe e péssimas lembranças para os brasileiros.
Ilustração da última vitória de Senna. Austrália, 1993
A Volkswagen lançou a primeira reestilização do Gol Geração
5 (que alguns chamam de Geração 6) nesta primeira quinzena de julho de 2012. As
mudanças visam padronizar o modelo com outros VW lançados no mercado, como Jetta e
Fox. Aliás, as mudanças o aproximaram muito deste último.
O tópico é sobre a Geração IV, mas com as mudanças recentes,
foi necessário dar uma pincelada na geração atual.
Sem entrar em muitos detalhes sobre as gerações anteriores,
o Gol manteve muitas características entre as gerações 2 a 4, sendo a terceira
a mais elogiada pelos usuários. A geração 2 (conhecida como bola ou bolinha)
trouxe linhas arredondas ao projeto anterior (chamado de gol quadrado) e 55cv
de potência (Gol 1.0 Mi).
O Gol G2 foi praticamente um novo carro (a exemplo do
Geração 5), pois os consumidores reclamavam do teto baixo e do pouco espaço
para as pernas. Os faróis tornaram-se ovalados para acompanhar o Golf alemão de
1994. Dava um trabalho e tanto passar proteção para vinil e plásticos da
Grand Prix naqueles parachoques enormes.
O Gol G4, hatch
compacto, é uma opção bastante requisitada para quem está adquirindo seu
primeiro veículo e/ou buscando um veículo 0km. Mesmo com a chegada do G5,
continua à venda o modelo anterior, ainda com motor longitudinal. Considerando
os dois modelos, o Gol é o líder de vendas no primeiro semestre de 2012, com
126.572 unidades vendidas. Desde sua primeira geração, está no mercado há 32
anos e há 25 é o carro mais vendido do país, com quase seis milhões de
unidades.
Vamos então para a avaliação da máquina. Trata-se de uma
versão básica, duas portas, apenas com alarme e travas elétricas, que utilizei durante quatro anos :
GOL G4 1.0 8V TOTAL FLEX
Motor
1.0
Potência Máxima
68/71cv (gas/álc)
Pneus
165/70 Aro 13
Peso
856Kg
Reservatório de Combustível
51 litros
Porta-malas
285 litros
PRÓS
Quem busca um carro 1.0 está buscando principalmente um carro de valor acessível e econômico. O G4 apresentou consumo com gasolina entre 14 e 15,5km/l e cerca de 10,5km/l com álcool (33% cidade e 66% estrada), mas com manutenção constante (velas, cabo de velas, filtros, óleo motor, de transmissão, fluido de freio, aditivos, etc.) e direção econômica;
O custo das peças é acessível: velas a cerca de R$80,00, pneus duram bastante;
Visual bonito, mesmo tendo sido lançado em 2005;
Relativamente confortável, quando comparado com outros modelos concorrentes, mas com grande dificuldade de encontrar uma boa posição para dirigir;
O baixo centro de gravidade confere boa estabilidade;
Os freios são muito eficientes;
Os sensores reconhecem rapidamente a mudança de combustível após abastecimento;
As marchas curtas (1ª, 2 ª e 3 ª) conferem boa aceleração e retomada, contudo o giro do motor se eleva muito, podendo aumentar o consumo, o jeito é trocar as marchas rapidamente, com pouca aceleração;
Autonomia de 650km com gasolina e 450km com álcool (sem contar a reserva);
Os comandos elétricos são simples e de fácil acesso.
Ágil nas manobras;
Pintura de boa qualidade, resistente a ferrugem, mas queima após muito tempo e frequência de exposição ao sol.
CONTRAS
Parte elétrica instável com relativamente constantes queimas de lâmpadas (farol, lanterna traseira, painel);
Suspensões e amortecedores duros, que auxiliam na estabilidade mas que estão sujeitos a frequentes quebras ao passar por buracos;
Muito visado para roubos e consequentemente, seguro elevado;
Tanque de partida a frio muito grande (2 litros), a gasolina pode oxidar, o ideal é colocar menos de 1 litro;
A posição baixa compromete a visibilidade e juntamente com o volante alinhado à direita do motorista compromete a ergonomia;
Porta-malas muito pequeno, um carrinho de bebê é colocado com dificuldade, não sobrando muito espaço para outras coisas (apesar de esta ser uma característica comum à maior parte dos carros desta categoria);
Frequente formação de borra de óleo no suspiro antichama, ocasionada por mistura de água advinda do ar ou do combustível (álcool principalmente) ao óleo. Este é um problema crônico do modelo, e bem incômodo, ter que limpar a mangueira e caixa de ar e trocar varetas que enferrujam, além de custos com a troca do antichama. O uso de combustíveis vencidos (com mais de dois meses) também pode agravar o problema;
Tambor de freio traseiro enferruja rapidamente, a solução é pintar;
Direção mecânica pesada;
Opcionais caros;
A versão básica obriga mover diretamente os espelhos retrovisores, não há sequer um bastão para se operar manualmente, além da ausência de desembaçador e limpador traseiro e o limpador dianteiro não possuir temporizador;
Maçanetas tendem a queimar com o sol, descascarem e ficarem brancas;
Assoalho baixo sujeito a impactos;
Antena do rádio interna possui má recepção;
Não se adapta bem a conversão à gás, ocasionando frequentes panes elétricas;
Se as palhetas do limpador forem invertidas na troca, arranharão o para-brisa;
A chaparia é maleável em alguns pontos (principalmente na traseira), deformando ao se pressionar;
Elevado barulho interno a partir de 100km/h;
Frequentes quebras nas travas das portas e fechaduras, que são frágeis e sujeitas a roubos;
Porta luvas pequenos;
Caixa de ar permite a passagem de sujeira para o TBI;
Primeira marcha com freqüente dificuldade de engate.
OBSERVAÇÃO
A melhor proporção álcool e gasolina observada (potência x
economia) foi: reserva com álcool e completar com gasolina, ou seja: 6 litros
de álcool e 45 de gasolina (1/7,5).
Uma unidade 2011 foi utilizada por cerca de 20 dias. Entre
as diferenças observadas estão: elevações na empunhadura do volante, que pode
ser interessante para alguns e desconfortável para outros e a colocação de um “econômetro”,
que visa informar e otimizar em tempo real o consumo de combustível.
Na verdade, o artefato, indica apenas a aceleração, não
sendo um recurso muito confiável para monitoramento do consumo. Por exemplo, se
você pisar fundo no acelerador em segunda marcha, a rotação vai se elevar
bastante e portanto, o consumo também se elevará, fato demonstrado corretamente
pelo econômetro. Contudo, se você fizer o mesmo em 5ª marcha, mas em baixa
velocidade, a rotação se encontrará baixa e o consumo será apontado erroneamente
como elevado, pois o computador só interpreta a aceleração.
Quando em comparação com Fiat Mille e Chevrolet Celta,
apresenta maior espaço interno.
O modelo 2011 apresentou aceleração e retomadas sensivelmente
mais efetivas que o 2005. Todavia, esta potência líquida refletiu
no consumo, pois como descrito no post “MOTOR 1.0 AINDA É O MAIS ECONÔMICO?”"Não há como o carro ganhar desempenho
sem comprometer o consumo”. As
médias com álcool estiveram próximas a 8,5Km/l e com gasolina cerca de 12km/l, mas como trata-se de um carro de locadora, uma série de variáveis (manutenção, amaciamento incorreto, direção agressiva) podem interferir no consumo.
Preço, versão básica, 0km, com 4 portas em
Julho/2012:
FIPE: R$ 26.186,00
VW: R$ 26.165,00
Se você deseja um carro confiável, econômico, de manutenção e
preço acessíveis, ágil dentro das limitações de um motor 1.0, e de fácil revenda,
considere o Gol G4.
Foram anunciados nesta quarta-feira, 25/07, os 12 finalistas de "O Maior Brasileiro de Todos os Tempos", programa do SBT que contou com a participação do público para eleger os 100 brasileiros mais importantes.
A primeira eliminatória já está aberta para votação. A exemplo de jogos de futebol, os vencedores se enfrentam em semifinais, restarão 3 finalistas que disputarão o título:
O formato já foi realizado em diversos países. Em um programa semelhante, veiculado no Japão, para eleger as 100 personalidades mais admiradas pelo nipônicos (The Top 100 Historical Persons in Japan), Senna alcançou a 22ª posição.
A lembrança dos brasileiros, neste programa em especial, reforça que o legado do piloto persiste na memória do país, sem falar nas ações sociais do Instituto Ayrton Senna, idealizado por Ayrton e fundado por sua irmã, Viviane Senna, após sua morte, que beneficia dois milhões de estudantes da rede pública, com 100% do valor arrecadado com o licenciamento da imagem de Senna.
Neste confronto inicial, Senna X Lula, uma chave disputada, em que o vencedor encontrará o vitorioso da eliminatória 1, Chico Xavier X Irmã Dulce. Creio que as chaves deveriam ser arrumadas por semelhanças, ao contrário de sorteios, portanto, a chave 1 estaria correta, Senna poderia estar na disputa com Pelé (dois esportistas), Lula x FHC (políticos da atualidade), Getúlio Vargas X Juscelino Kubitschek (políticos do passado), etc.
Durante o programa, foram exibidos vídeos sobre os finalistas, o de Senna pode ser visto aqui, no link "Íntegra - Os 12 Finalistas - Parte 1", a partir dos sete minutos até o nono.
"A linha de chegada, a explosão da torcida, e na mesma hora, surgia no cockpit a bandeira brasileira. Ayrton Senna ganhava mais uma corrida". Assim começa o vídeo, que conta com as participações de Roberto Cabrini, que cobriu boa parte da carreira do piloto, inclusive sua morte; Nuno Cobra, seu preparador físico, que utilizou técnicas inovadoras no treinamento de atletas e Bruno Senna, sobrinho de Ayrton.
O vídeo, de cerca de dois minutos, contou com imagens de Senna em todas as equipes que passou pela Formula 1. Foi ovacionado e bastante aplaudido pela plateia.
"Ayrton Senna mostrou aos brasileiros que a vitória é possível quando se tem disciplina e dedicação...". Diz Carlos Nascimento, em seu texto de encerramento da apresentação.
Foi lançado o vídeo game Odyssey, pela Philips (tinha até um jogo chamado Interlagos); ocorreram as primeiras manifestações públicas do movimento Diretas Já; morre o jogador Garrincha;
Silverstone, Inglaterra, 02 de outubro de 1983. Penúltima etapa do campeonato britânico de Formula 3, Senna obteve 11 vitórias nas 18 corridas disputadas até então, com nove vitórias consecutivas e 16 pole positions. Esta temporada arrasadora motivou a Rede Globo a transmitir ao vivo, pela primeira vez, uma corrida de F3, que poderia dar a Senna o título antecipado, com narração de Galvão Bueno e comentários de Reginaldo Leme, (a exemplo de um GP de Formula 1), além de mostrar um piloto com imenso potencial para ascender à F1 nos anos seguintes.
Os carros da F3, definidos por Leme como modelos proporcionalmente semelhantes aos de F1, porém em menor escala, apresentavam-se bastante ágeis e potentes, deslizando nas curvas a exemplo de karts. Os motores apresentavam 2000 cilindradas e cerca de 200km/h de média. Ayrton integrava a equipe West Surrey Racing que utilizava o motor Toyota – Novamotor.
A F1 havia proibido o efeito solo, mas na F3 ainda era utilizado.
A pontuação correspondia ao sistema da F1 da época:
1° – 9pts
2° – 6 pts
3° – 4 pts
4° – 3 pts
5° – 2 pts
6° – 1 pt
Havendo um ponto extra para o piloto que fizesse a volta mais rápida.
Senna largou em 4°, pois realizou o treino classificatório em pista molhada, enquanto Martin Brundle, seu rival direto ao título, largou em 2° (treinou em pista seca), para uma disputa de 20 voltas.
Senna ganhou duas posições na largada, enquanto Brundle assumiu a ponta. O brasileiro desejava apenas se manter a frente do inglês, mesmo que em posições intermediárias, mas ambos assumiram as primeiras posições, e se distanciaram dos demais. Senna, caso se mantivesse atrás de Brundle durante a corrida, pretendia atacar apenas nas voltas finais da corrida, pois não deseja correr o risco de não pontuar, já que possuía sete pontos de vantagem.
Primeiras vitórias no início da temporada
Foto: Rev. Quatro Rodas, 273. Abril - 1983
Ayrton se aproximava em alguns momentos, mas Brundle conseguia manter sua posição. Na 18° volta Johnny Dumfries, piloto retardatário atrapalhou mais uma tentativa de Ayrton.
Portanto, em uma corrida muito boa de Brundle, Senna chega em 2°, e a decisão vai para Thruxton, com Senna com 122 pontos e Brundle com 119.
Antes da última corrida, Senna acompanhou na Itália a revisão dos motores Toyota (Brundle também os utilizava), momento em que se constatou que o motor do brasileiro apresentava menos potência que do inglês.
Para os entusiastas do cuidado
automotivo, lavadoras de alta pressão podem ser ferramentas úteis na lavagem do
automóvel. Ultimamente, estão disponíveis no mercado, lavadoras com preços
bastante acessíveis. Por menos de R$200,00 é possível adquirir uma de pequeno
porte, podendo ser utilizada para lavagem de carros e outros veículos, pisos,
paredes, objetos, etc.
O produto promete facilitar e agilizar a
lavagem de veículos, conforme peça publicitária abaixo:
No vídeo trata-se de um modelo de maior
porte. Optei pela Karcher 1100, pelo preço de R$194,00, adquirido em uma rede
de supermercados no início do ano. A marca foi escolhida pela sua tradição
neste nicho, ao contrário de outras marcas disponíveis, que desconheço. Na
propaganda, parece ser bastante fácil retirar a sujeira, apenas com uso de
água, talvez a remoção de lama fresca até seja, mas na prática não é bem assim.
A montagem não é complicada, o manual
apresenta o procedimento de forma esquemática em uma única ilustração. O único
momento mais complexo é o da abertura do grampo para instalação da mangueira de
alta pressão, que deverá contar com o auxílio de um objeto, como uma chave de
fenda ou uma chave comum.
Porém, o acoplamento da mangueira de
água ao aparelho necessitou de alguns ajustes. Inicialmente tentei colocar a
mangueira no aparelho sem nenhum item que permitisse a fixação adequada, o que
provocava a expulsão da mangueira ao ligar a máquina. Tentei utilizar então uma
braçadeira de metal, destas utilizadas em mangueiras de motores de carros, mas
a que possuía era muito pequena. Já estava pensando em vender a máquina, pois
não conseguia utilizá-la, até que usei a peça que acopla o bico da mangueira,
que fixou perfeitamente.
Mangueira de
lavagem convencional (peça de acoplamento utilizada destacada em azul)
Mesmo que haja uma tomada próxima ao
local de lavagem do veículo, será necessário o uso de uma extensão, visto que a
máquina deverá ser deslocada para alcançar os diversos pontos do carro. O manual
especifica o tipo de extensão a ser utilizada. Deve-se ter cuidado também para
não molhar os componentes elétricos de modo a evitar curtos-circuitos, além de
evitar contato com o jato d’água, que devido à alta pressão, pode provocar
cortes na pele.
É necessário o uso de shampoo
automotivo, e a máquina possui uma pequena mangueira de aspiração, mas o resultado
não foi satisfatório. Utilizo o shampoo automotivo da 3M, o Car Wash, que não
retira a cera. Tentei aspirá-lo com a máquina, mas ele é muito viscoso e não
foi possível. Realizei uma diluição, mas não tem jeito, você terá que lavá-lo
da mesma forma que a lavagem convencional. Não é possível utilizar somente os
jatos para lavar o veículo, ao contrário do que mostra a propaganda. A Karcher
recomenda o uso de shampoos de sua linha, em geral ela fornece produtos
concentrados, o que pode acarretar na remoção das camadas de cera aplicadas
anteriormente.
Este equipamento poderá apresentar maior
utilidade na lavagem de áreas de sujeira pesada, como laterais do assoalho,
caixa de roda, pneus e rodas, grades, motor (apenas com o isolamento das partes
elétricas, pois o contato com água poderá danificar estes componentes, o que
seria um custo desnecessário) com o auxílio dos detergentes da própria Karcher
ou deste que utilizo, o Autoshine Limpa Rodas & Motor:
O aparelho possui desligamento
automático em caso de longos períodos sem acionamento do gatilho, artimanha bem
sucedida no quesito economia de energia. Aliás, economia é o grande benefício
desta lavadora. Apesar do forte jato, alcança economia de cerca de 80% de água,
quando comparada com o sistema convencional. Em caso de dúvida, direcione o
jato para um balde com ambos os sistemas e compare a quantidade de água
despendida.
Evite aplicar em adesivos, pois a alta
pressão poderá removê-los. Recomenda-se também direcionar o jato de forma
perpendicular à área tratada, bem como a pelo menos 30 cm de distância, de modo a evitar arranhões na pintura provocados
pela sujeira.
Fica a dica, cabe a cada um avaliar se a
máquina será útil, o baixo preço poderá estimular a aquisição.