Quem sou eu

Minha foto
Salvador, BA, Brazil
Acompanha a Formula 1 desde o início da década de 1990. Entusiasta no cuidado automotivo, leitor e colecionador de revistas especializadas e livros sobre Ayrton Senna.

Seguidores

segunda-feira, 30 de junho de 2014

TESTE - RENAULT SANDERO 1.6 8V TOTAL FLEX



O Renault Sandero, produzido no Brasil desde 2007, passa por sua segunda reestilização. O modelo, juntamente com o sua versão sedã, Logan, alcançou boa fatia do mercado de compactos ao oferecer veículos espaçosos e confiáveis, com bons desempenho e consumo. O lançamento será nesta segunda-feira, 30 de junho de 2014.

 Novo Sandero
Imagem: Carplace

Possuía um Gol Geração IV 1.0,  e optei pelo Renault Sandero 1.6, desejando também elevar as cilindradas, em busca de mais potência que os 1000cc anteriores, mas mantendo a economia. Após dois anos e meio de uso e observações que ora exponho, continuo satisfeito com esta escolha.

Como a reestilização é muito mais estética que mecânica, dados sobre a atual versão do compacto de origem romeno/francesa (Dacia/Renault) servirão de referência para o “novo” modelo.

 Foto: Sandero Dourado (Bege Poivre)

O amplo espaço interno foi o diferencial para a escolha do modelo. Mesmo o hatch, com porta malas de 320 litros, é superior à concorrência, bem como os 510 litros do Logan, superado apenas recentemente pelo GM Cobalt. Além do habitáculo, que acomoda bem cinco passageiros, e o grande porte. Compare com um Celta, Corsa, Gol e verá a grande diferença. Como a Renault ainda não está entre as quatro grandes montadoras em vendas no país, busca este posto, oferecendo melhores preços e opcionais que a concorrência, de modo a permitir um diferencial na transação com o cliente, além de frequentemente reduzir preços nas negociações.

Dentre as primeiras impressões com o carro, destaca-se a posição elevada na condução, permitindo uma visão mais ampla. As marchas longas prejudicam um pouco o desempenho, mas contribuem no consumo, apresentando curva de potência linear, sem acelerações abruptas. Inicialmente o consumo apresentou-se elevado, mas após algum tempo, normalizou. Média de consumo em trecho 33% urbano e 67% estrada de 13,2km/l com gasolina e 10km/l com etanol, sem esticar marchas e evitando passar dos 100-110km/h. A pior configuração é conduzir com etanol, em trânsito intenso e ar condicionado ligado. As médias caem para 5,5 a 6km/l.

A exemplo da matéria sobre o VW Gol GIV, seguem prós, contras, observações e mitos sobre o modelo. Situações observadas e anotadas ao longo de dois anos e meio:


PRÓS:
  • Amplos espaço interno, porta malas e porta luvas;
  • Postura elevada na condução;
  • Som de boa qualidade, mesmo contendo apenas caixas dianteiras;
  • Comandos de som no volante (versões superiores), porém pouco anunciado em propagandas, a exemplo de concorrentes;
  • Mesmo sendo cerca de 200kg mais pesado que o Gol GIV, aparenta ser mais leve, talvez em razão das rodas de liga leve e do centro de gravidade mais elevado;
  • A aerodinâmica favorece o escoamento da água;
  • Rodas de aro 15” elevam ainda mais o carro;
  • Apresenta um grande reservatório de esguicho de água para o para-brisas e vidro traseiro (três litros), não sendo necessário completar por longos períodos;
  • Reservatório de gasolina para partida a frio com apenas 0,75 litro, bastante econômico e eficiente, visto que, por exemplo, o do Gol GIV tem 2 litros, podendo oxidar a gasolina, após longo período sem vazão;
  • Pintura metálica de qualidade destaca-se bastante (prata e dourado, chamado de Bege Poivre), similar aos modelos da VW, Honda e JAC;
  • Retrovisores de grande porte (na primeira versão eram menores) permitindo um bom campo visual;
  • Alarme de farol ligado, quando desliga-se a ignição e abre-se a porta do motorista. Bastante útil, pois o esquecimento pode provocar o descarregamento da bateria. Da mesma forma, o rádio desliga-se após alguns minutos, caso o motor esteja desligado;
  • O controle do alarme original aciona mesmo em longas distâncias e com obstáculos (fato observado apenas com pilhas novas), alcance maior que do Sistec automotivo, por exemplo;
  • Porte de hatch médio, bem robusto;
  • Bom sistema de Bluetooth, que permite utilizar o rádio como viva voz. Contudo, as ligações devem ser feitas no rádio (existem funções especificas para isto, o rádio baixa a agenda, ligações feitas, recebidas e perdidas, além de poder discar através de seleção de cada número por meio do botão de seleção de estação, o que é trabalhoso e perigoso ao dirigir. Caso disque do celular, o som fica mudo, e a ligação só poderá ser feita através do aparelho. Através do rádio também é possível ver a intensidade do sinal, status da bateria e ouvir MP3 que estejam salvas no celular;
  • Versões superiores entregam uma série de opcionais que seriam muito caros na concorrência (retrovisores elétricos, vidros traseiros elétricos, porta objetos, luzes internas, computador de bordo, desembaçador, etc.);
  • Econômico para motor 1.6, mesmo com ar condicionado ligado;
  • Boas retomadas de velocidade em ultrapassagens;
  • Quando abastecido com álcool fica bem "nervoso" e aparenta ter mais cavalos do que de fato tem. Favorece uma tocada esportiva, com melhores retomadas, deixando a condução mais prazerosa em áreas como rodovias;
  • Revisões com preço fixo, possibilitando calcular os custos a longo prazo;
  • A direção hidráulica é mais leve que a mecânica e mais firme que a de outros modelos, favorecendo a condução;
  • Não é muito visado para roubos e, portanto, o seguro pode ser mais em conta que outros modelos.


Logotipo da Renault


CONTRAS:
  • Visibilidade traseira comprometida, um sensor de ré é altamente recomendado, mas caso não venha instalado, comprar na rede credenciada pode custar cerca de R$500,00. Para não perder a garantia de 3 anos, não poderá adquirir produtos no mercado paralelo;
  • O ajuste do banco do motorista dificulta encontrar uma boa posição de dirigir, bem como o assento curto, a exemplo de outros compactos;
  • Os controles dos vidros elétricos encontram-se muito
    à frente, na lateral da porta. Não é raro acionar os vidros traseiros, achando que está comandando os dianteiros;
  • Viva voz de difícil ajuste, o manual não ajuda, é preciso fuçar bem até descobrir como usar o telefone de forma adequada;
  • Não é possível acionar apenas o esguicho, sem ligar também os limpadores, ao contrário de algumas versões do Ford Fiesta. Muitas vezes a água ainda não esguichou e os limpadores já estão trabalhando, podendo arranhar o vidro, caso encontre-se sujo;
  • Os limpadores de para-brisa e vidro traseiro são caros e não possuem boa qualidade. Apresentam diferença de pressão em diferentes áreas dos vidros, comprometendo a limpeza e a durabilidade;
  • Quando se aciona o pisca (seta), é possível acidentalmente acionar os faróis, pois os comandos encontram-se na mesma haste. O som não é ergonômico e intuitivo, causando confusão quando em seu acionamento (o botão que acredita-se servir para o volume, promove a mudança das estações, ou de determinadas funções);
  • O ar condicionado é fraco para situações de calor. A alternativa é direcionar o fluxo diretamente para o corpo. Há relatos de retirada do filtro do habitáculo para melhorar a intensidade, o que não é recomendado. Contudo, a baixa eficiência do aparelho parece promover melhores números no consumo de combustível;
  • O painel e os bancos pretos favorecem o acúmulo de calor, deveria ser mais claro. O uso de parassóis e películas é recomendado;
  • Quinas vivas nas extremidades das portas podem provocar contusões e/ou cortes;
  • Podem ocorrer acabamentos grosseiros nas soldas, a exemplo do espaço motor (breve uma foto);
  • Rodas de liga leve com design de calotas;
  • Frisos de porta baixos, motoristas mal educados (abundantes) tendem a abrir suas portas e atingir a lataria do Sandero, observe uma série de mossas no modelo (alguns modelos de concorrentes também apresentam este problema);
  • Mudanças de marchas são um pouco ásperas, principalmente quando abastecido com etanol;
  • Não há maçaneta na porta 5 (porta malas), caso coloque a mão nas laterais e feche, será imprensada, também a exemplo do Gol GIV e outros modelos;
  • As revisões começam em valores acessíveis, mas ao longo do tempo tendem a aumentar, a exemplo da de 60.000 km, que custa cerca de R$1.600,00, por envolver a troca de uma série de correias;
  • A largura do veículo pode comprometer a passagem em locais estreitos e manobras, aliado ao jogo de direção ser curto;
  • O computador de bordo comete um grave erro ao superestimar a autonomia do veículo, informando que ainda há combustível para rodar cerca de 100km, sem considerar a reserva, quando na verdade já estará entrando na reserva;
  • Suspensões duras a exemplo de modelos da VW, que podem quebrar-se em casos de buracos ou pancadas;
  • Freios pouco eficientes em situações de emergência (dizem que são os mesmos do Clio, carro bem mais leve);
  • Algumas peças e opcionais originais caros, como o sensor de ré (R$500,00) e pneus (cerca de R$350,00 a unidade), sendo que os de maior aro e perfil são bem difíceis de encontrar;
  • A ventoinha do motor é acionada após alguns momentos do desligamento. Porém, permanece ativa por muitos minutos, podendo comprometer a bateria;
  • Estepe abaixo do carro pode comprometer a durabilidade, correndo o risco de furtos. 
  • Quando do uso do etanol, é necessário manter a rotação do motor um pouco acima do que o de costume com gasolina caso o motor esteja frio, de modo a evitar apagões em cruzamentos, por exemplo.



Dacia Sandero Stepway, a versão nacional terá muitas semelhanças
Imagem: Dacia.pt



OBSERVAÇÕES E MITOS SOBRE O VEÍCULO:

Em minha região repercute-se muito que os carros da Renault são importados, o que não é o caso dos compactos, que são produzidos no Paraná desde o final dos anos 1990.

Fala-se que o controle dos retrovisores elétricos possui difícil acesso, já que encontra-se abaixo do freio de mão. Discordo, visto que se estivesse na lateral da porta seria menos ergonômico, sem falar que pouco será utilizado, a não ser caso muitos motoristas alternem o uso de um mesmo carro. Seu uso é importante também na visualização de barreiras laterais (meio fio, obstáculos) quando em manobras de estacionamento.

Diz-se que o motor tem som semelhante a de motores a diesel, mas qual é a utilidade desta informação? Isto só é perceptível fora do veículo, e não fará diferença alguma ao motorista.

O uso do desembaçador só será necessário em caso de grande umidade no habitáculo, visto que o ar condicionado é bem eficiente neste objetivo.

O modelo poderia vir com uma ponteira no escapamento, pelo menos na versão Privillège, o que daria um aspecto mais esportivo.

O motor e o computador de bordo demoram um pouco em reconhecer a mudança de combustível.

O ar condicionado deverá ser usado preferencialmente com recirculação do ar interno, o que promoverá melhor resfriamento e qualidade do ar, especialmente em áreas urbanas. Em longas viagens, contudo, é necessário renovar o ar, de modo a garantir o suprimento de oxigênio. O modelo fornece ainda aquecedor, para regiões mais frias, ou para retirada da umidade dos dutos de ventilação.

Fala-se também de problemas de acabamento do modelo, contudo são itens pontuais e de pouca relevância ao proprietário, como aspectos dos trilhos dos bancos e pedais, rebarbas e encaixes, que tem características puramente estéticas, ao contrário de alguns concorrentes, como o Voyage, que apresenta travamento do porta malas e erros de projeto desde o Gol G5, que favorece o trincamento do vidro para-brisas.

Há algum tempo o Sandero e o Logan ganharam cerca de dez cavalos (96 contra os atuais 105-106cv), ainda na segunda versão. Lamentavelmente, o motor 1.6 16V foi descontinuado. Era a opção para quem buscava um pouco mais de torque e potência.

O tanque de combustível pode suportar cerca de 10 litros a mais do que a capacidade anunciada (44 + 6 de reserva), porém pode danificar o carvão ativado que elimina vapores, e o fabricante não recomenda.


REVISÕES

Quanto às revisões, em geral foram bem realizadas, com apresentação das peças trocadas. Contudo, houve problemas nas informações prestadas pelos atendentes telefônicos quando confrontadas com os técnicos das concessionárias, a exemplo do prazo para entrega do veículo. Na primeira revisão alegaram que eu estava cinco minutos atrasado, mas demoraram 20 minutos para receberem o carro.

Em determinada revisão, deixei propositalmente cerca de R$6,00 em moedas no compartimento abaixo do som. Ao retirar o carro, restaram apenas R$2,00. Como o carro havia passado por limpeza com terceirizados da concessionária, não é possível determinar em que momento o valor foi subtraído. Contudo, a responsabilidade ainda é da concessionária, mas não relatei o furto. Nesta mesma revisão, dos 20.000km se não me engano, a atendente insistiu para que realizasse um polimento no carro para “retirada de riscos” que não existiam. Fato é que polimento propriamente dito, com uso de politriz, desbasta a camada de verniz, comprometendo a longo prazo a qualidade da pintura, devendo ser utilizada com parcimônia, e apenas em situações de pintura comprometida, o que não foi o caso, nem é agora, já na casa dos 53.000km, ainda utilizando ceras e selantes Collinite e Meguiars.

Em outra revisão, atestaram que o estepe foi calibrado, mas ao verificar, a pressão encontrava-se bem abaixo do que informaram. Na última revisão realizada, 50.000km, avisaram que as pastilhas de freio encontravam-se totalmente desgastadas e os discos arranhados. Perguntaram se eu não havia trocado em outras revisões, informei que todas foram realizadas lá, e em momento algum me informaram que estes itens foram checados e precisavam de manutenção. Estas trocas representaram altos custos de cerca de R$700,00. A coifa da suspensão está rasgada, eu havia solicitado que verificassem, pois ouvi estalos e percebi vibrações em manobras em baixa velocidade. Disseram que a garantia cobria, e estou a cerca de dois meses aguardando a chegada da peça.

Por fim, nesta última revisão, cheguei com meia hora de antecedência em relação ao horário marcado, mas só me atenderem após 50 minutos do horário estabelecido, me atrasando, juntamente com meu carona, visto que iríamos trabalhar, o que comprometeu seriamente minha rotina.


CONSIDERAÇÕES FINAIS

Apesar dos problemas apresentados com as revisões, e os pontos negativos deparados, pretendia adquirir a versão Stepway, mais esportiva, e que possuía motor 1.6 16V, que foi retirado. O câmbio automático também está em cogitação, visto que proporciona melhor ergonomia. Penso nesta nova versão que chega, todavia, modelos novos, bem como reestilizações, costumam apresentar problemas. O ideal é ver como o modelo irá se comportar e aguardar a adequação dos preços à realidade do mercado.

As versões Authentique e Expression, versão de entrada e intermediária, respectivamente, serão mantidas. A Privillège será substituída pela Dynamique. Os preços inicias estão fora da realidade: cerca de R$52.000,00 a versão Stepway 1.6 8V com câmbio automático (há algum tempo, a versão 16V manual era encontrada a partir de R$43.000,00), invadindo valores de hatchs médios, como o Ford Focus, modelo antigo.

O modelo atual, deverá ter o preço reduzido, é uma boa oportunidade de negociar e possuir um bom carro de mecânica confiável. Existem ainda as versões GT Line e Tech Run, que podem oferecer algum diferencial.

ATUALIZAÇÃO: 17/07/2014

Estive hoje em uma concessionária para comprar palhetas dos limpadores. Não consegui as do vidro traseiro, pois só havia uma em estoque e com defeito. Cerca de R$63,00. Bem caro, mas as do mercado paralelo, mais em conta, não adaptam bem e costumam durar bem menos. Atendentes bem cordiais e solícitos, pois concordaram em realizar o serviço sem cobrança de mão de obra (um serviço bem simples aliás) mas todo o processo foi bastante demorado (verificação de peça no estoque; valor; ver se cobrariam o serviço; entrega da peça; aguardar a disponibilidade de um mecânico e realização do serviço).

Mas o motivo principal da atualização foi a impressão de ver o Novo Sandero pessoalmente. A nova cor Azul Techno é a marca desta nova versão. Me lembra muito uma das cores do VW Gol Geração 2 (bola), no final dos anos 1990. Azul metálico claro, o mesmo da primeira foto desta postagem, bastante esportivo.

Tive a sensação que o carro diminuiu em relação à versão anterior. Na parte traseira, um estreitamento na região acima do porta malas, bem evidente ao observar o veículo de lado. Internamente também tive esta sensação. Pode ser apenas o ajuste dos bancos, não tive tempo de observar melhor. A nova traseira o aproximou do Palio que foi descontinuado, do Gol e do JAC J3, este último que sempre me pareceu uma salada com seu design baseado em outros carros. Não gostei deste vinco, mas me parece que o objetivo é diminuir custos, já que em uma linha de produção de milhares de carro, qualquer redução do uso de material acarretará em menos gastos.

A dianteira me pareceu o ponto forte. Bem mais moderna e trabalhada que a versão anterior. Esta última observada de frente parecia reduzir as dimensões do modelo. Agora está mais esportiva, apesar de achar o Logan mais atraente neste aspecto. Talvez fossem versões diferentes.

Uma rápida olhada no painel, que mudou bastante. Algo a mais para chamar de reestilização e diferenciar da versão anterior.

Vi uma versão 1.0 a partir de R$31.000,00, achei o preço bem competitivo, considerando que trata-se de um modelo recém saído do forno, além da possibilidade de negociar. Em contrapartida, virão todos os pontos fracos das 1000 cilindradas. Ouvi um casal conversando próximo ao modelo com a vendedora: "é muito fraco quando sobe ladeiras", mas não sei de qual veículo falavam.

A versão antiga do Stepway estava a venda, se não me engano por cerca de R$42.000,00. Olhei rapidamente os opcionais, sem grandes destaques e com motor 1.6 8V. O novo Stepway deve demorar a chegar.

Sem mais no momento.




ATUALIZAÇÃO: 28/11/2014

Após cinco meses sem contato da concessionária, fiz uma reclamação através do site da Renault sobre a demora na entrega da peça (coifa do semieixo). Após alguns dias, recebo uma ligação em que a atendente informa que consta nos registros que no mesmo dia que estive na concessionária, a troca foi realizada e a OS (ordem de serviço) já encontrava-se fechada. Refutei, dizendo que naquela data fui apenas informado do problema, que a loja não dispunha da peça em questão, e que quando chegasse entrariam em contato, o que não ocorreu. A atendente informou que se houvesse mais alguma dúvida, deveria ir até a concessionária e questionar o consultor, e ainda perguntou se eu estava satisfeito com a ligação (?!?).


Estive na concessionária, informei a situação ao consultor, que constatou que a peça encontrava-se disponível e que iria reservá-la para quando eu fosse realizar o serviço. Este informou que a central de atendimento não tinha acesso ao estoque de peças da loja e, portanto, informou incorretamente sobre a ocorrência. Fui pela manhã, e somente após cerca de uma hora e meia é que receberam o carro. O consultor disse que a demora foi em razão de todos os clientes que estavam com hora marcada apareceram, ou seja, contam com a desistência ou atraso dos clientes para atender em um prazo satisfatório. Informei que o retiraria no dia seguinte, visto que tinha que ir trabalhar e não poderia retornar ao fim do dia. Portanto, saí de táxi até minha residência para buscar um outro veículo. No dia posterior, paguei outro táxi para ir até a loja, e novamente aguardei pouco mais de uma hora, apenas três consultores realizavam o atendimento, com grande dificuldade de dar vazão à demanda que agendaram. Neste momento, o consultor informou que o mecânico avaliou novamente a peça e constatou que não seria necessário realizar a substituição. Após um desgaste de cinco meses aguardando o contato, sendo prejudicado no tempo despendido entre ir e voltar à loja, comprometendo dois dias de minha atividade profissional, além do custo de R$70,00 com táxis, sou informado que a troca não seria necessária.

Sinceramente, falta profissionalismo das grandes marcas do mercado brasileiro. Há quase três anos, quando adquiri o carro, a Renault era uma empresa em ascensão no cenário nacional, em especial com os modelos Sandero e Clio, e buscava se colocar em melhores posições de venda entre as montadoras, oferecendo bom atendimento, flexibilizando o preço do carro e as condições de pagamento, ofertando opcionais por preços convidativos, e boa parte do custo das revisões com preços acessíveis. Alcançou maior vendagem, mas não desenvolveu sua estrutura para atender a clientela a contento, causando transtornos e cometendo os mesmos erros das concorrentes, das quais conquistou compradores. Há ainda dificuldade em conseguir peças com preços acessíveis, isto quando não estão em falta. Por exemplo, a correia poly v (correia do alternador), trocada na revisão dos 60.000km, custa mais que o triplo do preço do mercado externo. Os pneus (185/65 R15), quando não estão em falta, custam de R$350,00 a R$380,00 a unidade. A palheta do limpador traseiro só é vendida juntamente com o braço, o que encarece e muito, podendo até caracterizar venda casada.

Apesar de todos estes entraves, gostei do veículo em relação aos concorrentes, mas agora fico em dúvida se valerá a pena continuar cliente da marca, já que em alguns meses penso em trocar de carro e a rede de serviços encontra-se nesta situação. Repassei este relato à Renault, atualizarei novamente aqui assim que, ou se, receber retorno. Espero que não apresentem novamente paliativos ou distorções das circunstâncias.


As grandes empresas externam que o fazem mas deveriam ter maior cuidado no trato com os clientes, de modo a satisfazê-los e fidelizá-los. Um comprador de carro compacto ou médio hoje poderá tornar-se um consumidor de grandes sedãs ou SUVs amanhã, além de ser um multiplicador de suas experiências negativas e positivas com a marca, podendo influenciar um grande público.
 
 


Referências

domingo, 22 de junho de 2014

COLEÇÃO AYRTON SENNA (PARTE 6) - QUADRINHOS. AYRTON SENNA: A TRAJETÓRIA DE UM MITO



Para homenagear Ayrton Senna, após 20 anos de sua morte, o Grupo Autêntica e a Editora Nemo, em parceria com o Instituto Ayrton Senna, lançou a HQ Ayrton Senna: A Trajetória de um Mito.


 Capa aberta da revista Ayrton Senna: A Trajetória de um Mito.

Trata-se de uma adaptação de parte da história do tricampeão em formato de histórias em quadrinhos. Como é um produto licenciado, os patrocinadores, carros e nomes dos pilotos foram mantidos.

Retrata desde os tempos de kart até a temporada de F1 de 1994, com passagens rápidas em alguns pontos (como os anos na Lotus) e outras mais detalhadas (os anos na McLaren), em um enredo não-linear, com idas e vindas pela carreira do piloto, narrada de forma épica.

HQ Senna e o capacete da temporada 1993

Começa destacando o garoto kartista, que não sabia pilotar na chuva e o jovem piloto, em seu ano de estreia na Formula 1, 1984, dando um show nas encharcadas ruas de Mônaco.

Um traço bem trabalhado para o que se propõe, especialmente os carros e algumas ilustrações do capacete de Senna, dando sensação de velocidade e movimento, com cores fiéis às originais e nuances realistas, apesar dos traços humanos simplificados.

Uma das páginas da HQ

Segue parte da sinopse:
“Com sua genialidade dentro das pistas, Ayrton Senna da Silva conquistou muito mais do que três campeonatos mundiais de Fórmula 1, em 1988, 1990 e 1991. Ele conseguiu se consagrar como ídolo nacional em uma época de instabilidade política e econômica. Levou o orgulho de sua nação nas cores de seu capacete e colocou a bandeira do Brasil no lugar mais alto do pódio por 41 vezes. Mesmo após o acidente em Ímola, há exatos 20 anos, Senna continua vivo nas mentes e corações de fãs de todo o planeta. Para homenageá-lo, sua história no automobilismo é contada na HQ Ayrton Senna: A Trajetória de um Mito”.

A revista está à venda no site do grupo por R$29,90 mais o frete. Altamente recomendado ao fã de Formula 1 e em especial de Ayrton Senna.
Clique aqui para comprar.

Aqui no blog um outro projeto de adaptação da história de Senna para Anime foi apresentado. É o trabalho de Rafael Garutti. Veja em:  AYRTON SENNA EM ANIME - SENNA, THUNDER PRINCE.

Referências



quinta-feira, 1 de maio de 2014

20 ANOS DA MORTE DE AYRTON SENNA

Primeiro de maio de 2014. Vinte anos da morte de Ayrton Senna. Uma série de homenagens, reportagens e entrevistas nas diversas mídias. Muito bom ver o reconhecimento do legado do piloto, contudo, Como já citei anteriormente, estas manifestações surgem em momentos como 10 anos da morte, 50 anos do nascimento, 20 anos da morte, etc. Como este blog tem o objetivo de lembrar a história de Ayrton, SEMPRE, exponho aqui um programa especial, veiculado pouco tempo após o acidente de Ímola, em 1994, e um ano após a morte, no ao de 1995. Trata-se de um programa exibido pela TV Cultura intitulado: “Um Ano sem Senna”, veiculado nos anos seguintes como “Ayrton Senna Especial”.


Ayrton Senna Sempre - 20 Anos
Eu, acompanhava a temporada de 1993 muito proximamente. Lembro ao final do ano de uma animação feita pelo programa Esporte Espetacular, da Rede Globo, em que Senna, fantasiado de super-herói com a cor vermelha, chuta a McLaren, dizendo que era “uma porcaria que só andava na água”. Surge então Frank Williams, que muda o seu uniforme para azul e com sotaque inglês o convida para a equipe. Àquele tempo, os fins de temporadas geravam grande ansiedade, pois seriam cerca de três meses aguardando o retorno da Formula 1, e as fantásticas corridas e vitórias de Senna. Finalmente na Williams então, a expectativa de que seria uma temporada de muitas alegrias para os brasileiros.



Williams FW 16 - Pré-temporada 1994
 Pré-temporada de 1994 com pouca cobertura da Globo. Dia: 26 de março de 1994. GP do Brasil, assisto Senna conquistar a pole position com um carro rápido, mas instável. Grande perspectiva de vitória, repetindo o feito de 1993. Durante a corrida, perda da liderança nos boxes (pouco tempo depois, soube-se que a Benetton retirou o filtro de combustível da mangueira de abastecimento, o que diminuiu o tempo do procedimento, permitindo o retorno mais rápido à pista e a ultrapassagem, e provas depois, um extravasamento de gasolina por obstrução provocou um incêndio surpreendente no carro de Jos Verstappen em Hockenheim, confirmando a retirada do filtro), após algumas voltas, Senna roda na junção.


17 de abril de 1994. GP do Pacífico, Aida, Japão. Madrugada de domingo, dormi na frente da TV. Acordo no momento da batida de Hakkinen em Senna e volto a dormir. Acordo mais algumas vezes, vejo que no final, Rubens Barrichello alcança o pódio. Durmo em definitivo. No dia seguinte, lamento mais uma corrida abandonada. Todas as expectativas ficam para o próximo GP.



GP de San Marino, Ímola, Itália. Vi a reportagem sobre a batida de Rubinho no treino livre. Em um de suas últimas entrevistas, Senna disse que viu o compatriota após pular o muro do hospital e que ele estava bem. Não me recordo de ter assistido o treino oficial de sábado, vendo os acontecidos novamente em uma reportagem. Morre o austríaco Roland Ratzenberger. O GP já deveria ter sido cancelado neste momento, mas os interesses comerciais (leia-se Bernie Ecclestone) prevaleceram.


Ayrton Senna em conferência de imprensa
Foto: Fans Share

Primeiro de maio de 1994. Diversas reportagens apontam o ocorrido como uma daquelas situações em que todos lembramos o que estávamos fazendo no referido dia. Eu, então aos dezesseis anos de idade, estava acompanhando o GP, na companhia de dois amigos, enquanto “arranhava” o violão, com uma revista de cifras. Não gosto de relembrar o acidente, e em reexibições das imagens evito revê-las. Tinha muita aversão àquela Williams-Rothmans, somente recentemnte passei a apreciar o contraste do azul royal, com o capacete amarelo. Narra Galvão Bueno: “Seis voltas completadas... É a parte de maior velocidade, eles vão atingir aos 330 quilômetros por hora! Senna bateu forte!”. A partir de então, uma grande demora no atendimento, e a percepção de que o acidente tinha sido grave.

Após a retirada do piloto do cockpit, o helicóptero focaliza uma poça de sangue no chão, levantando a câmera rapidamente para escondê-la da transmissão. O helicóptero decola e a seguir horas de angústia sobre o estado de saúde de Ayrton Senna. Finalmente, Roberto Cabrini anuncia: "Morreu Ayrton Senna da Silva.Uma notícia que a gente nunca gostaria de dar". Seguem-se então notícias sobre o falecimento. José Wilker no Domingão do Faustão, o Fantástico, os dias seguintes aguardando a chegada do corpo para o velório, especulações sobre a causa do acidente, uma grande comoção e luto nacional. As ruas de São Paulo tomadas pelos fãs do piloto, muita dor, muita tristeza.




A partir de então tive a oportunidade de conhecer de fato a carreira de Senna. Gravei o programa citado em VHS. Havia sido exibido em conjunto com um programa sobre o tetracampeonato de futebol. Revi muitas e muitas vezes ao longo dos anos. Só recentemente consegui uma cópia digitalizada. Relevem a qualidade da imagem, pois foi masterizada de uma gravação antiga, com algumas imperfeições. O que vale é seu valor histórico e sua produção muito bem feita, juntamente com uma trilha sonora de muito bom gosto e muito bem elaborada.


*Postei o vídeo mas os detentores dos direitos da F1 solicitaram a retirada. Uma série de informações de 20 anos atrás indisponíveis. Tentarei colocar em outro servidor.


McLaren 1991
Foto:Fans Share

Começa com algumas provas de kart promovidas por Ayrton em sua pista particular, em Tatuí, São Paulo, 1991, ao som de Seven Days – Bob Dylan. Pista esta que encontra-se no jogo Ayrton Senna’s Super MonacoGP.


Bruno Senna ainda criança é entrevistado, após vencer uma das baterias. Sem muito jeito com as palavras, faz as pessoas rirem. Concordando com o repórter, afirma que deseja ser um piloto de Formula 1, com a reprovação da mãe, Viviane Senna. Ayrton, bastante feliz com o desempenho do sobrinho, brinca: “ô pé-de-breque...”. E Cabrini, como sempre, colado ao piloto.
 
Alguns trechos das baterias e do pódio, com a trilha de Father and Son – Cat Stevens.  Começo de 1983, entrevista de Senna, que segura uma das sobrinhas, no aeroporto, de onde partirá para disputar a Formula 3. Os pais de Ayrton também falam de suas expectativas.



A seguir, Senna fala das suas vitórias nas categorias de acesso. Imagens da F3, “Senna bate todos os recordes”, ouvimos Steve Vai. “GP de Mônaco/1984 – Senna 2º lugar em sua sexta prova”. Senna afirma que tudo indica que passaria Prost, mas que também estava sujeito a sofrer um acidente e abandonar a corrida.


Depoimentos dos jornalistas Fernando Calmon, Roberto Ferreira e de um jovem Lito Cavalcanti: “ele pode ser o homem que vai quebrar o recorde dos cinco campeonatos mundiais do Juan Manuel Fangio. Sem dúvida não falta potencial nem talento nem vontade pra esse garoto”. Todos exaltando o desempenho nas primeiras provas que disputou na F1.


A primeira vitória na F1, no GP de Portugal de 1985, sob muita chuva. Os testes com a moderna Lotus-Honda de 1987 e seus sensores experimentais, na caixa, Rock and Roll – Led Zepepelin. Na pré-temporada 2014, enquanto muitos reclamavam dos som dos propulsores, os motores turbo me remeteram à esta época, os turbos dos anos 80. Senna e o tradicional macacão amarelo, em uma longa entrevista. A primeira vitória em Mônaco e os números da temporada. “Senna voa em um caça da FAB”.

Senna e o tradicional capacete
Senna concede uma entrevista ao lado do jogador Moser, declara ser corintiano e que vai torcer para o Flamengo, do jogador, no Fla-Flu que acontecerá. No primeiro de maio de 1994, as torcidas de Flamengo e Vasco cantam em homenagem ao piloto: “Olê, olê olê, olê. Senna, Senna...”

"Os Anos de Ouro na McLaren”. 1988 – Nas palavras do piloto: “A médio-longo prazo essa estrutura nova da McLaren vai trazer bons resultados”. “McLaren-Honda, um casamento que provavelmente vai ser o mais forte que existiu até hoje na formula 1”.
 
Senna é condecorado pela FAB. A preparação física, o piloto foi um dos primeiros a se desenvolver como atleta no automobilismo, nas mãos do inovador Nuno Cobra. O título de 1988.
 
Senna voa em um Mirage da FAB a 1800km/h, enquanto ouvimos: The Sky is Crying – Steve Ray Vaugh.
1989 – “Prova decisiva do campeonato. Suzuka – Japão. Por ser empurrado para voltar à pista Senna é penalizado, e perde os pontos da vitória” (na verdade por utilizar uma pista interna, uma desculpa de Balestre para punir o brasileiro em favor do francês. Parece-me Eric Clapton ou Jimi Hendrix na guitarra, não tenho certeza. “Balestre supende Senna por seis meses com direito a sursis”. Prost e Senna comentam a punição. “I never caused the accident in Suzuka, was never my responsibility…”.  
1990 – A possibilidade de Senna não disputar a temporada, e os embates com a FISA.


Senna, descontraído
Foto: Fans Share


Breve a segunda parte.

terça-feira, 22 de abril de 2014

COLEÇÃO AYRTON SENNA (PARTE 5) – FITAS VHS

Revirando meu acervo de fitas VHS, que devidamente aguardam tempo e equipamento hábeis para futuras digitalizações, localizei algumas que encontravam-se guardadas há uns 19 anos.

Fitas VHS - Documentários e Corridas de Ayrton Senna

Era muito difícil encontrar vídeos de Formula 1. Consegui alugar no máximo: “O Fabuloso Fittipaldi” e “Acelere Ayrton”, documentário de Roberto Farias que abrange a pré-temporada de 1986. Costumava assistir na vitrine de uma loja do Shopping Iguatemi, Salvador, alguns trechos do GP de San Marino de 1991, época do videolaser, ou laserdisk, tecnologia que utilizava um disco similar a um CD, mas do tamanho de um LP, com tecnologia analógica, e que não se popularizou. A loja ficava no terceiro piso, no corredor onde hoje encontra-se a Riachuelo e a Castro’s.

Documentário: "Acelere Ayrton"

Aqui, um aparelho de videolaser, da época:

Aparelho de Videolaser/Laserdisk

The Official FIA Formula 1 World Championship Review – Senna Fights Back (Resumo da Temporada de Formula 1 de 1993). Speedbox Racing Club, 90 min: foi a fita que mais assisti desta coleção. Lembro de ter encomendado por telefone em São Paulo, através de um anúncio, provavelmente da Revista Grid, por volta de 1995. Perguntei à atendente se tratava-se da transmissão da Globo, com narração de Galvão Bueno, disse-me que não, que era em inglês e sem legendas. Como naqueles idos não encontraria outra opção, aceitei, apesar de, à época, entender algumas poucas palavras da narração. E valeu a pena, em especial as vitórias de Senna em Donington, Interlagos e a sexta vitória em Mônaco. Na introdução uma versão moderna de La Vie En Rose, que só agora descobri que se refere à versão cantada pela excêntrica Grace Jones (VEJA AQUI), enquanto algumas imagens da temporada são mostradas, inclusive cada equipe e seus respectivos pilotos. A seguir, resumo de cada corrida e de tempos em tempos a classificação do campeonato. Hoje é possível assistir boa parte do conteúdo no Youtube:


Formula One Monaco Grand Prix – 1992. BMG Ariola Discos Ltda, Music Video, 60 min: não lembro se adquiri a fita em uma banca de revistas próxima ao Shopping Barra, Salvador, ou se no próprio Shopping (por volta de 1996), em uma feira de fitas usadas, promovida pela antiga locadora GPW, que com alguma regularidade as realizava. Consta na capa um selo da United Films, distribuidora de São Paulo. Quanto ao vídeo em si, refere-se à quinta vitória de Senna em Mônaco, igualando o recorde de Graham Hill. Mansell liderava com sua Williams-Renault quando foi obrigado a trocar os pneus, com a suspeita de um furo. Retorna quase dois segundos por volta mais rápido que Senna, que após a corrida disse que parecia guiar no gelo, já que não trocou pneus. Nas voltas finais, o brasileiro conseguiu segurar o inglês, que de forma alguma conseguiu ultrapassar, mesmo contando com o melhor equipamento, enquanto Ayrton guiava a sofrível McLaren-Honda V12, vencendo com uma diferença de 0,215 segundo.
Grande Prêmio de Monaco - F1 1992

Formula One Phoenix Grand Prix – 1991. BMG Ariola Discos Ltda, Music Video, 60 min: mais uma fita adquirida em uma feira de usados. Provavelmente no início dos anos 2000, época em que parei de assistir videocassetes, que quebravam e não havia peças de reposição. E pra falar a verdade, não lembro de ter assistido esta fita. Creio que comprei para assistir em um outro aparelho, ou caso consertasse o anterior, o que não aconteceu. Vigésima sétima vitória de Senna, de ponta a ponta, que igualou o score de Jackie Stewart. No SUPER MONACO GP DO MEGA DRIVE, era uma das pistas mais fáceis de vencer.
 Circuito de Phoenix - Grande Prêmio dos EUA
Imagem: Allf1.info

Uma Estrela Chamada Ayrton Senna. Istoé/Video Três/Instituto Ayrton Senna/FIA, três volumes. Série de entrevistas, com Viviane Senna, amigos de infância, o mecânico Tchê, Ron Dennis, pilotos como Jean Alesi, Martin Brundle e Juan Manuel Fangio além de Terry Fullerton, que foi o melhor piloto que Senna disse ter enfrentado. Além de trechos de corridas e depoimentos de Ayrton, em especial em sua casa em Angra dos Reis, Rio de Janeiro, abordando desde a infância, a época do kart e os anos na Formula 1. Três volumes, vendidos nas bancas, creio que não consegui encontrar o terceiro na época. VEJA AQUI uma parte do documentário:
Ainda disponho de outros documentários em VHS, como o Globo Repórter após a morte do piloto, uma homenagem na TV Manchete, e o que mais gosto, um especial, que talvez tenha sido exibido pouco tempo após o GP de Ímola, mas lembro de sua apresentação em 1995, denominado “Um Ano sem Senna”, exibido em anos seguintes como “Ayrton Senna Especial”, pela TV Cultura, mais resumido. Aborda a carreira de Senna desde o kart, com ótimas reportagens, trechos de corridas e ultrapassagens além de depoimentos, com uma trilha sonora muito boa, que inclui Eric Clapton (Layla), Tina Turner, Steve Vai dentre outros, veja um trecho NESTA POSTAGEM que abordei sobre Senna na Formula 3. Espero em breve postá-lo aqui por completo.

Nos tempos modernos, era possível assistir GPs antigos no site Justin TV, nos canais F1 Legends, criados por um brasileiro, podendo comentar a corrida com fãs de todo o mundo através do chat. Mas, infelizmente, os canais foram desativados, ou sempre que acesso estão offline.


Referências