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Salvador, BA, Brazil
Acompanha a Formula 1 desde o início da década de 1990. Entusiasta no cuidado automotivo, leitor e colecionador de revistas especializadas e livros sobre Ayrton Senna.

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quinta-feira, 10 de abril de 2014

PROGRAMA CONEXÃO REPÓRTER/SBT: AYRTON SENNA – O DIA QUE NÃO TERMINOU

Foi exibido pelo SBT neste dia 09 de abril de 2014 o programa Conexão Repórter: “Ayrton Senna – O Dia que não Terminou”. Apresentado por Roberto Cabrini, que apresentou-se como o repórter que mais esteve com Senna nos seus três últimos anos de vida (1992 pelo SBT e 1993-94 pela Rede Globo).
  
Roberto Cabrini de carona com Ayrton Senna
  
Mais uma homenagem aos 20 anos da morte do piloto. O repórter, que sempre que fala de Senna, utiliza seu arquivo pessoal, com uma série de entrevistas exclusivas. Desta vez, apresentando um material que não foi ao ar, grande parte portanto inédito na televisão.
O programa começa com trechos que costumam incomodar os fãs do piloto, com cenas da Williams-Renault FW16, de 1994, e falas que referem-se à morte do brasileiro.
 
Logo a seguir, trechos de making off, com Ayrton bem descontraído e tirando sarro de Cabrini, de forma surpreendente: “Esse é f..., o super Cabrini é f...”. Em outra tomada, olha para a câmera e fala: “Tá piscando essa p... aí, acabou a bateria?”.
Após, finalmente o repórter anuncia: “Primeiro de maio de 1994: um dia que ainda não terminou...”.
Williams-Renault FW16
Aborda-se então o início no kart e a busca pela perfeição, que acarreta no encontro com o preparador de motores “Tchê”. Sem falar das categorias intermediárias, pula para o primeiro teste na Formula 1, com a Williams e a entrada na categoria aos 23 anos pela Toleman. “Aqui termina a trajetória de um homem, aqui começa a sua lenda”, anuncia.
Senna competindo no kart
A atenção volta então para o último GP, Ímola, com o acidente de Rubens Barrichello na sexta, 29 de abril (inclusive com a entrevista que deu após vê-lo no hospital) e a morte do austríaco Roland Ratzenberger, no sábado, 30. A seguir, uma cena de Ayrton, Frank Williams e técnicos da Goodyear, em que discute-se a instabilidade do carro com os pneus (à época, nos programas televisivos logo após a morte do piloto, falava-se que eram técnicos da Williams). Senna dizia repetidamente: “Não funciona”. E Williams: “Façam o que Ayrton está dizendo. Se ele tiver um acidente vocês terão sérios problemas”.
 
Segue-se então para a Trattoria Romagnola, restaurante típico, onde Ayrton comia frequentemente, desde 1989, quando da disputa do GP de Ímola, e onde jantou pela última vez. O proprietário mostra a nota da refeição, paga pelo empresário do brasileiro, e um autógrafo emoldurado, pendurado na parede. Disse que seis pessoas o acompanhavam, e o assunto da noite foram questões de segurança. Senna estava abatido pelos acidentes que aconteceram.
 
Restaurante Trattoria Romagnola
Foto: 2spaghi.it
A partir de então, muitas repetições das cenas do acidente de Senna. Demasiado desconfortável assisti-las.
 
Adriane Galisteu, então namorada do piloto, fala que ao vê-lo estático, sem sair do carro e a seguir deitado no chão, acreditou que havia quebrado as duas pernas, ou com algum forte impacto nos músculos do pescoço.
Em nova entrevista, Cabrini pede a Senna que fale sobre os problemas da Williams. Após relutar um pouco diz que o carro está desequilibrado. O repórter reforça que o carro era crítico, ao contrário dos dois anos anteriores, com o cockpit apertado (o projeto anterior foi feito para as dimensões do francês Alain Prost, bem menor que Ayrton), e Senna tinha dificuldade em pilotar, com as mãos raspando nas laterais, ao virar o volante. A solução imediata foi estender o comprimento da barra de direção, de forma artesanal e inapropriada (mecanicamente contrariou normas de segurança, já que a emenda, de menor diâmetro, recebia a maior parte da força aplicada, causando fadiga e quebra do material). Apontou também que a barra de supensão foi lançada para a cabeça do piloto, penetrando dois centímetros, sendo esta a causa da morte, não havendo outras lesões no corpo.
Barra de direção da Williams FW16
Imagem: Youtube.com
Cabrini rememora o que ele define como palavras que ainda marcam corações: "Morreu Ayrton Senna da Silva.Uma notícia que a gente nunca gostaria de dar". Sem dúvidas, uma frase que os fãs do piloto, que permaneceram horas à frente da TV, naquele domingo após o acidente não esqueceram, mesmo após 20 anos.
O jornalista então revela que sempre acreditou que o piloto morreu na pista, tal qual Ratzenberger. Fatos que teriam sido ocultados, já que esta confirmação cancelaria a corrida. Nicola Larini, piloto da Ferrari e segundo colocado naquele GP concorda.
 
Camera onboard Williams FW16
Imagem: Youtube.com
Especulou-se se havia imagens sobre a câmera onboard do carro Senna, que cortou a imagem segundos antes do acidente. Bernie Ecclestone afirmou que aquele momento a câmera foi desligada para que fosse acionada a câmera de Schumacher. Bem conveniente e tido como proposital, já que a FOCA queria omitir a causa do acidente.
Vemos então a chegada do avião com o corpo e o cortejo, pelas ruas de São Paulo.
Cortejo Fúnebre - Ayrton Senna
Nova entrevista, em que Cabrini pergunta sobre o desejo de ter filhos. Senna afirma que sim, que gosta de crianças e que à medida que o tempo passa o ser humano deseja ter filhos. Pergunta-se sobre a situação do país, que tinha um campeão de Formula 1 e também muitas desigualdades, a resposta vem após uma das conhecidas longas pausas que Ayrton fazia antes de responder, pensando muito: “A situação do país reflete a condição da própria sociedade”.
 
Instituto Ayrton Senna
Surge então sua irmã, Viviane Senna, falando das conquistas do Instituto Ayrton Senna e que o piloto deixou: “Mais do que vitórias e campeonatos um legado de valores”, e que Senna passou pela vida muito rápido, mas fez muito mais que pessoas que tiveram muito mais tempo. Sua mãe, D. Neide Senna, manuseando alguns dos famosos capacetes amarelos, diz que o que mais ficou foi a saudade do filho.
Lilian Vasconcelos, única esposa que Ayrton teve, no início dos anos 1980, deu um raro depoimento, bastante emocionada.
Lilian Vasconcelos
Adriane Galisteu, mostrando o Fiat Uno que ganhou de Senna há mais de 20 anos, disse: “...tem pessoas que não podiam morrer. Era um homem especial”.
Definindo o piloto com uma palavra, Cabrini afirma: “determinação”.
Em outra entrevista, Senna tira sarro novamente de Cabrini: “Fala mais devagar, fala mais baixinho, começa de novo”.
Finalizando, Cabrini diz que Senna é o símbolo máximo da Formula 1.
O programa não foi muito anunciado nos intervalos comerciais. Começou parecendo que iria apresentar muitas cenas inéditas, e rememorar as conquistas do piloto. Nada se falou da Lotus, pouco se falou da McLaren, e o foco foi de fato as condições que levaram à morte do piloto, com a Williams em primeiro plano o que frustra seus fãs, que tem aversão àquele carro. Talvez os direitos da F1 (que pertencem à Globo) não permitiram maior abordagem do canal, talvez tenha sido uma forma de apresentar para gerações que se seguiram as causas da fatalidade. Trouxe algumas novidades, mas muitas lembranças ruins.
Ayrton Senna
Muitas outras homenagens virão, mas devemos relembrá-lo sempre, independente de aniversários de vida, de morte, de vitórias ou títulos.


Referências

Conexão Reporter

terça-feira, 1 de abril de 2014

COLEÇÃO AYRTON SENNA (PARTE 4) – CAPACETE TEMPORADA 1993


Um item desejado por todo fã de Ayrton Senna, uma réplica do capacete utilizado pelo piloto. Escolhi o da temporada de 1993, por ter sido o ano que acompanhei mais proximamente o desempenho do brasileiro e pelo desenho mais moderno que os modelos anteriores. Apesar de não ter conquistado o título, foi considerada a melhor temporada de Senna, inclusive pelo jornalista Reginaldo Leme, em depoimento no documentário que leva seu nome.


Capacete Ayrton Senna - 1993. Blog SennaBR

À bordo da limitada McLaren-Ford MP4/8 versus as Williams-Renault FW15 “de outro planeta”, consegue cinco vitórias, compensando a deficiência do seu equipamento no braço, com técnica e arrojo. Dentre as cenas memoráveis daquele ano estão: a finta que deu em Damon Hill em Interlagos, sob chuva, e a melhor primeira volta da história, com quatro ultrapassagens no GP da Europa, em Donington Park (relembre aqui).

Capacete Ayrton Senna - 1993

Seguem os patrocinadores da época:




Nacional: marca símbolo do piloto. Banco brasileiro que o patrocinou a partir de 1985, sendo mantido até sua última temporada. Em determinado momento, com o sucesso do piloto, o banco se dispôs a abrir mão do patrocínio, em razão de não poder cobrir os valores das cotas. Senna fez questão de mantê-lo, mesmo sem oferecerem o valor que alcançaria com outros patrocinadores, por gratidão, por apoiá-lo no início de sua carreira na Formula 1. Após intervenção do Banco Central, foi adquirido pelo Unibanco, hoje Itaú-Unibanco.



Mrlbr: marca integrante do grupo anglo-americano Philip Morris. Patrocinou uma série de eventos esportivos, em especial o automobilismo. Esteve na Formula 1 do início dos anos 1970 até o final da década de 2000. Muito associada com as equipes McLaren principalmente, e Ferrari, além da Penske na Formula Indy. Foi perdendo espaço com a popularização das leis antitabagistas.


 Kenwood: à época lembro de ver a marca em propagandas e em lojas automotivas estampando sons de carros, ao lado da Pioneer. Ainda hoje mantém-se neste nicho, oferecendo também unidades com GPS incorporado e produtos de comunicação via rádio.



Capacete Ayrton Senna - 1993


 Hugo Boss: tradicional empresa alemã, que iniciou no ramo têxtil de vestimentas, obtendo grande êxito neste mercado. Passou a produzir óculos, relógios, perfumes (o piloto da McLaren, Jenson Button é garoto propaganda da marca) e produtos de luxo.


  


Tag Heuer: tradicional companhia suíça de relógios fundada no Século XIX. Realizou a cronometragem oficial da Formula 1 por algumas temporadas. Ainda hoje patrocina a McLaren.





Tencel: antigamente não sabia do que se tratava, pois naquela era pré-internet, estas informações de empresas estrangeiras eram bastantes restritas. O logotipo atual é diferente do da época, e as referências informam que trata-se de uma fibra de celulose utilizada na indústria têxtil, substituindo o algodão, com processos de fabricação bem menos agressivos ao ambiente.

  
O capacete originalmente é um modelo utilizado por motociclistas, portanto, homologado pelo Inmetro. A pintura original foi desbastada e a peça preparada para receber a nova pintura e os adesivos. Uma réplica portanto, muito próxima do original e de uso permitido nas vias.

Capacete Ayrton Senna - 1993

Lembro de ver nas estradas apenas um exemplar, a cerca de uns 10 anos, também de posse de um motociclista, no terminal marítimo de Salvador, Bahia. Creio que era o da temporada de 1994.

Este é portanto, o item mais importante, até o momento, desta coleção.

Referências

Hugo Boss - Wikipedia
Kenwood
Tag Heuer
Tencel
Scuderia Ferrari - Wikipedia
Imagem Logo Nacional (Modificado)

sexta-feira, 21 de março de 2014

ANIVERSÁRIO DE AYRTON SENNA – 2014


Hoje, 21 de março de 2014, Ayrton Senna faria 54 anos. O site de buscas Google homenageou o piloto com um “Doodle” (alteração estilizada do logotipo da empresa), com uma ilustração do brasileiro, temas que lembram bandeiras quadriculadas, um carro de Formula 1 e as cores verde e amarela, representando seu capacete e o Brasil.


Doodle do Aniversário de Ayrton Senna - 2014
Imagem: Google.com.br

Clicando no Doodle, a página remete a sites através da busca “Aniversário Ayrton Senna”. No Google Imagens, uma das primeiras fotos corresponde à postagem publicada por este blog em 2012.
Neste ano, completam-se 20 anos da morte de Ayrton, e uma série de homenagens estão sendo e serão prestadas.


Ayrton Senna Sempre - 20 Anos
 
Nesta data, lembrei de um vídeo em que Senna, que normalmente era bastante reservado, aparece bem descontraído, em um comercial da Shell:
 

Vídeo: Comercial da Shell no Japão

Neste outro comercial da companhia petrolífera, o próprio piloto narra, enquanto cenas de corridas, do box e do brasileiro, a bordo do McLaren MP4/8 são exibidas.
 

Comercial da Shell em 1993

Homenageio o piloto com esta imagem de todos os monopostos que competiu de 1981 a 1994.

  
Carros de Ayrton Senna de 1981 a 1994
 
“Permanecer vivo na memória de alguém, é não morrer de fato”.
 

Ayrton Senna

domingo, 9 de março de 2014

CARNAVAL 2014 - G.R.E.S. UNIDOS DA TIJUCA HOMENAGEIA AYRTON SENNA E É CAMPEÃ

A Unidos da Tijuca, em uma parceria vitoriosa com Ayrton Senna, ganhou o carnaval carioca de 2014.
 


 
Com o tema: “Acelera Tijuca!” empolgou a plateia e alcançou o título com a diferença mínima de 0,1 ponto para a segunda colocada, Salgueiro (299,4 a 299,3), tal qual o GP da Espanha de 1986, quando Senna vence Mansell por 0,014 segundo.
 
Com um refrão fácil de cantar, os espectadores uniram-se em um grande coro:
 
Acelera Tijuca, eu vou com você
Nosso lema é vencer
Guiando o futuro que um sonho construiu
Ayrton Senna do Brasil
 
Como relatado na primeira parte desta postagem, o desfile foi muito tarde, mas pelo menos não a ponto de comprometer a pontuação da escola. Eu mesmo assisti no Youtube alguns dias depois. O conteúdo não está mais disponível. Mas é possível assistir no próprio site da Globo, com melhor qualidade:

 
Clique aqui para assistir ao desfile

 
Dentre as minhas impressões, achei bem legal a comissão de frente, com temas ligados à velocidade. Ia reconhecendo aos poucos cada integrante: Dick Vigarista, Penélope Charmosa e Mutley (Rabugento) do desenho Corrida Maluca; The Flash; Speed Racer; Ligeirinho; um Guepardo; um velocista (ouvindo os comentaristas, vi que tratava-se de Usain Bolt; um outro personagem com um “M” no peito que desconhecia (mais tarde surge em outra ala, faz parte também do Speed Racer).
 
Há também o Sonic, talvez em uma dupla referência, pois além da velocidade o personagem (ícone da Sega, empresa de videogames em seu auge na época, primeira metade dos anos 1990, através dos consoles Mega Drive/Genesis, Master System e Game Gear), deu forma ao troféu do GP da Europa de 1993, em Donington Park, aquele da melhor primeira volta da história, vencido por Senna.
 

 Comissão de Frente, Unidos da Tijuca 2014
 

E um dos pontos fortes da comissão foi a presença de um carro de Formula 3 estilizado como o McLaren MP4/8, de 1993. Vê-lo foi uma grande surpresa, muito criativo e acertado, inclusive com o número 8, utilizado na temporada. Retira o pano da mesa de troféus, sem derrubá-los. Imaginei se seria mesmo o carro de Formula1, tal fidelidade das linhas, mas logo os comentaristas anunciaram sua origem. Os pneus também eram bem diferentes.



 Carro de Formula 3 estilizado como o F1 McLaren-Ford MP4/8 de 1993
Foto: UOL
 
O integrante da escola que faz as vezes de Senna na comissão de frente mostrou-se bastante empolgado, estimulando a plateia a aplaudir e acompanhar o samba enredo. Um momento interessante foi quando o personagem, com a bandeira do Brasil nas costas, juntamente com o Mestre-sala e a Porta-bandeira, reverenciam-se.

 

 Mestre-Sala, Porta-Bandeira e Senna reverenciam-se
 

Como o tema da escola foi Velocidade, e não especificamente Ayrton Senna, em alguns momentos o desfile parecia ser desconexo, como as alas que apresentam cavalos, peixes-agulhões, internet.
 
Juliana Alves aparece muito bem como Rainha de Bateria. Bastante natural e simpática. Os integrantes da bateria utilizaram os macacões de pilotos de F1, mas na verdade representavam os mecânicos. As cores da escola (azul e amarelo) aliadas ao branco, remetia às Williams-Renault de Mansell e Prost, grandes rivais de Senna de 1991 a 1993.

  
 A Rainha da Bateria, Juliana Alves
 

O intérprete Tinga estava estreando na Unidos da Tijuca, apresentou-se muito bem.
 
O carro chegada traz uma série de fotos de Senna, sem os antigos patrocínios, com pneus, e uma pequena pista na qual um piloto caracterizado como Senna, dá algumas voltas. Me parece uma referência às corridas que Ayrton fazia em sua fazenda, em Tatuí/SP. O carro apresentou também jogo de luz e bandeiras quadriculadas, circulando entre as fotos.

 
 Carro Bandeirada, com uma pequena pista de kart
 

Três alas representaram o legado deixado por Senna, através do Instituto Ayrton Senna: Educação, Esportes e Artes. Logo em seguida surge uma ala de crianças, representadas pelo Senninha, personagem lançado pouco antes da morte de Ayrton, que objetivava instruir o público infantil sobre valores éticos e morais.

 
 Ala Senninha
 

O carro Pódio, aquele dos troféus, trouxe referências ao piloto, com passistas utilizando o macacão vermelho e o boné azul. Jatos de água surgiram no topo. A princípio me pareceu representar a champagne das vitórias, mas os comentaristas referiram à chuva, que tantas vitórias marcantes trouxe ao brasileiro, incluindo a primeira, em Portugal, 1985. No alto, o piloto ergue o troféu, comemorando com gestos um tanto abruptos, o que descaracterizou um pouco, já que o piloto era menos efusivo em suas comemorações.

  
 Carro Pódio. Troféus, chuva/champagne

Ao fim, uma foto do piloto com uma de suas mensagens, em uma época de baixa autoestima e de um povo desacreditado:

 
 Uma das frases de Senna
 

Uma bela homenagem, neste ano que certamente terá uma série de outras, inclusive no GP da Austrália, na abertura da temporada. A escola de Samba paulista Rosa de Ouro também fez referência ao piloto em sua comissão de frente, que elencou “Personalidades Inesquecíveis”, em uma pesquisa na internet.

  
 Comissão de Frente, Rosas de Ouro 2014

Bruno e Viviane Senna participaram do desfile. A irmã de Ayrton disse: “Está completando 20 anos do legado do Ayrton, e parece que foi ontem, a gente sente ele aqui presente, e aqui a gente está vendo o efeito disso”.

  
 Bruno Senna (sobrinho do piloto) e Viviane Senna (irmã e presidente do Instituto Ayrton Senna)
 

Sem dúvidas, ver os integrantes que representaram Senna, tão empenhados neste papel, foi como vê-lo revivido.
 
Parabéns ao carnavalesco da escola, Paulo Barros, título merecido. Ayrton Senna conquista mais uma vitória, vence o GP Tijuca, com o título de 2014.
 
#AceleraTijuca
 
 

Referências


 

sábado, 1 de março de 2014

CARNAVAL 2014 - G.R.E.S. UNIDOS DA TIJUCA HOMENAGEIA AYRTON SENNA

No carnaval de 2014, dentre as homenagens aos 20 anos da morte de Ayrton Senna, o Grêmio Recreativo Escola de Samba Unidos da Tijuca desfilará com o enredo: “Acelera Tijuca!”.
 

Camisa Grand Prix Tijuca 2014

 
O carnavalesco da escola, Paulo Barros, disse que o desfile será baseado na emoção, no que Senna significa para o brasileiro: “A figura do herói, uma figura ímpar. Ele era o nosso espelho. Todo mundo tinha um pouco de Ayrton Senna, se olhava e se via como Ayrton”. Mas ressalta que o tema principal é a “velocidade”. Personagens ligados ao tema participarão deste Grande Prêmio da Velocidade e desafiam o piloto, mas Senna será o vencedor.
 
 
Carro alegórico: Troféus
Imagem: Globo TV
 
A irmã do piloto e presidente do Instituto Ayrton Senna, Viviane Senna, afirmou que “a família está feliz e honrada e a escola trará muita alegria para as pessoas do Brasil todo”.
 
Segue o samba enredo da escola para este ano:
 
Acelera Tijuca!
G.R.E.S. Unidos da Tijuca (RJ)
 
Vai começar
Libere a pista para a emoção
Foi dada a partida, prepare o seu coração
Tijuca, a hora chegou
Quem será o vencedor?
Dos animais, agilidade
A inspirar velocidade
Impressionante a ousadia
A internet ultrapassou a energia
A equipe anunciou, no pit stop o piloto parou
 
E lá vão eles na pura cadência do samba
Numa corrida maluca repleta de bambas
Tentando trapacear, deu mole, rodou na pista
Ficou pra trás o vigarista
 
Rompendo barreiras, superam limites
Atletas buscando o primeiro lugar
Quando de repente pisando no breque
Vi no calhambeque alguém acenar
Na última volta do meu carnaval
Desponta um gênio talento imortal
Trazendo nas mãos a bandeira do nosso país
Na reta, a consagração
O tema a emocionar
Lá vem o campeão
Voando baixo pra vitória alcançar
 
Acelera Tijuca, eu vou com você
Nosso lema é vencer
Guiando o futuro que um sonho construiu
Ayrton Senna do Brasil
 

Samba enredo "Acelera Tijuca!"
 
Pela letra e como visto na foto abaixo (lado superior direito), personagens do desenho “Corrida Maluca” farão parte do desfile. Dentre os carros alegóricos já apresentados, um deles traz uma série de troféus, que representam as vitórias de Senna a partir do kart, e um outro com fotos do piloto, uma pequena pista, pneus e bandeiras quadriculadas, anunciando a vitória de Ayrton.
 
 
Carro alegórico Bandeirada
Imagem: Globo TV
 
A rainha da bateria é a atriz e ex-BBB Juliana Alves, que vê Senna como o maior ídolo do esporte brasileiro, e alguém que ensinou a superar limites, trazendo muita autoestima e emoção aos brasileiros.
 
 
Juliana Alves, Rainha da Bateria
Foto: Terra 

Ponto forte para o intérprete da escola, Tinga, que canta com bastante energia e emoção.
Contudo, o tema Formula 1 já foi abordado em outro momento no sambódromo. Foi no carnaval de 1995, através do Grêmio Recreativo Escola de Samba Tradição, com o enredo: “Gira Roda! Roda Gira!”. À época me pareceu uma homenagem ao piloto, visto que foi o primeiro carnaval após sua morte, segue o refrão:
 
Acelera aí, que eu quero ver
Na Formula 1, o lema é vencer
Sem limites nem fronteiras
Vou zunir na passarela
Com a Tradição sacudir essa galera

 
Samba enredo: Gira Roda! Roda Gira! - G.R.E.S. Tradição, 1995

 
Lembro que naqueles idos, o apresentador Otávio Mesquita exibia nas madrugadas o programa Perfil, no SBT. Era uma das poucas opções da TV aberta a trazer informações sobre pilotos e corridas, com maior foco para a Formula Indy, exibida pelo canal a partir daquele ano. Fez até uma matéria apoiando a escola.
 
E existem muitas semelhanças entre os dois temas, talvez o atual tenha se inspirado no antigo.
 
A escola será a última a desfilar na segunda-feira, provavelmente já durante o dia, o que tradicionalmente prejudica a exibição das fantasias e o interesse do público. Vamos aguardar.
 
Referências