Este Blog tem como objetivos: trazer informações técnicas, teóricas e empíricas sobre automóveis de rua (características, consumo, manutenção, comparativos, cuidados com lavagem e enceramento); rever a história do piloto Ayrton Senna, detalhando os GPs disputados; comentar eventualmente a F1 atual e outras categorias, utilizando elementos de metodologia científica na elaboração dos textos.
Acompanha a Formula 1 desde o início da década de 1990. Entusiasta no cuidado automotivo, leitor e colecionador de revistas especializadas e livros sobre Ayrton Senna.
Sorteio de uma Ferrari pelo Shopping Iguatemi Salvador
O Shopping Iguatemi Salvador, através de uma forte campanha
publicitária, inovou ao disponibilizar para sorteio, uma Ferrari California 4.3
GT 8V 32V, com valor estimado de R$1.380.000,00. Provavelmente a maior
premiação do país em se tratando de sorteios de Natal.
Cada R$300,00 deu direito a um cupom para o sorteio. O
shopping espera um aumento de 15% nas vendas em comparação com o mesmo período
do ano passado, valendo-se também do pagamento do 13° salário para atrair os
clientes.
O Iguatemi, que por muitos anos foi o shopping com maiores
atrativos para os consumidores de Salvador, com suas frequentes ampliações, perdeu
espaço para novos empreendimentos, como o Shopping Salvador, o Shopping
Paralela e o Salvador Norte. Esta campanha conseguiu amealhar boa parte deste
público consumidor, a julgar pela repercussão na cidade e região e pelas filas
nos balcões de troca.
Falando do carro, trata-se de um modelo 4.3 litros, com
cerca de 460 cv a 7.500 rpm, injeção direta, capaz de alcançar 310km/h, com
sete marchas através de câmbio borboleta ou automático, dupla embreagem,
controle de tração F1-Trac, 0 a 100 km/h em 3,9 segundos, roda de liga leve aro
20”, dentre diversos outros itens. Este veículo preza pelo conforto mais do que
a esportividade, quando comparado com os demais carros da montadora italiana,
havendo também preocupação quanto ao consumo (7,7km/l) e emissão de poluentes.
Estive no shopping para outro fim e topei com a Ferrari meio
que por acaso. O primeiro contato é um impacto, por se tratar de uma marca
lendária, de tantos anos de Formula 1 e da referência de veículos esportivos. O
tradicional vermelho sangue, a roda aro 20”, os contornos aerodinâmicos o “cavallino rampante”, as pessoas à volta
fascinadas, o cerco impedindo um contato direto e a possibilidade de possuir
aquele carro ou seu valor em dinheiro, tudo isto dá uma aura especial,
principalmente ao fã de automobilismo.
Creio que o vencedor do sorteio deverá realmente optar pelo
dinheiro da venda do possante, já que seu emplacamento estaria por volta dos
R$33.000,00, além da falta de asfalto adequado e da ocorrência de quebra-molas
(lombadas) nas diversas vias da cidade.
Boa sorte aos participantes, inclusive este que vos tecla.
Quem sabe teremos uma nova avaliação no blog denominada: TESTE – FERRARI CALIFORNIA
4.3 GT 8V 32V.
Ano novo, sonho novo. O sorteio será neste dia 03 de janeiro de 2013 às
18:30.
Fim de ano é sempre um momento de reflexão, de balanço sobre o ano que termina e de planejamento e expectativas para o ano seguinte. Creio que a cada ano que passa acrescentamos ensinamentos em nosso repertório pessoal, através de erros e acertos.
Temos sempre a possibilidade de crescer e evoluir, cabendo a cada um de nós alcançar estes objetivos através das escolhas que fazemos ao longo de uma vida. Mais um ano se encerra e com ele um ciclo, e uma nova possibilidade de recomeçar e prosseguir.
Virá um 2013 de muito trabalho e consequente sucesso.
Saúde, Paz, Fé, Esperança, Força e Sabedoria a todos.
Nesta semana, três aniversários a comemorar: O primeiro é um offtopic.Quem acompanhava F1 nos domingos dos anos 1980-90, pode não conhecer este nome, mas certamente já ouviu sua voz na Sessão da Tarde, Tela Quente, Supercine e Sessão das Dez. Trata-se de André Filho, dublador que se vivo estivesse, completaria 66 anos.
O segundo refere-se aos 20 anos do teste de Senna na Formula Indy, o que deixou os cartolas da F1 bastante preocupados, com a possível perda do piloto para a categoria norte americana. O terceiro é o aniversário de um ano deste blog, com postagens bastantes visitadas, superando e muito a expectativa inicial.
Blog SennaBR, 1 ano
ANIVERSÁRIO DO DUBLADOR ANDRÉ FILHO
Nos idos dos anos 80 do século XX, havia uma febre no cinema referente aos filmes de ação e aventura. Cerca de três anos após aparecer na tela grande, os filmes eram exibidos na TV. Dada a versatilidade dos dubladores nacionais, ou talvez a pouca demanda de profissionais nesta área, era comum que estes abrangessem diversos trabalhos.
No caso específico de André Filho, minha primeira lembrança dele foi na série de filmes do Superman, com Christopher Reeve. Um personagem com uma voz que transmitia confiança, força e humildade. Somente através da internet e anos após, soube que André também dublava Silvester Stallone na maioria dos filmes da série Rocky, com um tom mais grave e comedido, assim como Cobra, com frases clássicas como: “Você é um câncer, e eu sou a cura”, e em Rambo e Falcão, o Campeão dos Campeões.
Também era possível ouvir André dublando Steve Martin, Burt Reynolds (Agarra-me Se Puderes – Smokey and the Bandit), Roger Moore e Sean Connery em 007. Nos filmes de Connery houve dublagens marcantes como em Caçada ao Outubro Vermelho, Highlander, Indiana Jones e a Última Cruzada, em um tom grave e arrastado, dando um toque carioca ao sotaque inglês de Sean.
Nesta cena com o igualmente grande Garcia Jr. dublando Lambert:
Também dublou Ray Liotta em Obsessão Fatal e Steven Seagal em Nico – Acima da Lei, que, por acaso ou não, passou ontem no TCM; Nicolas Cage em Arizona Nunca Mais, Morgan Freeman em Robin Hood, também fez a voz de KITT em A Super Máquina, além de desenhos como Zan, um dos Super Gêmeos, em Superamigos, o diretor Skinner e Sideshow Bob em Os Simpsons e inclusive cantando como Sebastião em A Pequena Sereia. Ainda hoje é possível ouvi-lo em canais com filmes e/ou séries antigas como em pequenas participações em Barrados no Baile.
Elis Regina disse que se Deus tivesse uma voz, seria a de Milton Nascimento. Eu O imagino com a voz de André Filho, que faleceu em 1997, mas como já citei sobre Senna: “Vai o homem mas fica seu legado”. O Orkut e o Facebook possuem páginas sobre o dublador, acompanhem.
20 ANOS DO TESTE DE SENNA NA PENSKE/FORMULA INDY
Ao final de 1992, mais precisamente em 20 de dezembro, Ayrton Senna descontente com a péssima McLaren-Honda que não contava mais com grandes investimentos e interesse da montadora japonesa, e sem grandes expectativas para 1993 (já que Prost ao retornar vetou qualquer possibilidade de Senna como companheiro na Williams-Renault) aceitou o convite de Emerson Fittipaldi para testar sua Penske-Ilmor/Chevrolet.
Ayrton Senna testando a Penske de emerson Fittipaldi em 1992
O teste foi realizado no circuito de Firebird, Phoenix, Arizona, pequeno e estreito como definiu o “rato”, mais parecido com um kartódromo. Emerson deu algumas voltas para ajustar o carro, a equipe colocou algumas almofadas para melhor acomodar Ayrton, que era menor que o anfitrião e Senna foi para a pista. Após duas a três voltas superou o tempo do amigo. Senna disse que o carro avisava ao piloto como ia se comportar. Talvez em razão da suspensão mais macia que dos F1 da época.
Lembro de ter lido em algum lugar que Ayrton disse: “aqui dá pra fazer alguma coisa como piloto”. Disse também: “O Penske me lembrou os velhos tempos da F1, onde o lado humano era o fator mais importante. Hoje os F1 são tão sofisticados que o computador faz grande parte do trabalho de guiar o carro por você”, uma forte crítica às assistências eletrônicas da época, que minimizavam o papel do piloto.
“Um dia eu vou guiar este carro, é só uma questão de tempo”, disse Ayrton, talvez fosse a melhor opção para 1993/94, mas o piloto estava em seu auge e sempre priorizou à F1.
Senna iria pilotar no oval de Phoenix, mas por prudência de Roger Penske, apenas observou Emerson. Segundo Fittipaldi, ele se posicionou próximo ao muro, em uma curva para observá-lo, algo bastante inusitado. Senna iria correr as 500 milhas de Indianápolis de 1993, pela Penske, mas Ron Dennis não liberou o piloto.
Senna tinha certa liberdade da McLaren para testes deste tipo, apesar de que, seria bastante improvável nos dias de hoje, fazê-lo utilizando o macacão com patrocinadores conflitantes, como Honda x Chevrolet, apesar da Marlboro em comum. Talvez utilizasse um como o do evento de kart em Bercy, 1993:
Senna e Prost no Bercy - França ELF Master Karting Indoor
No dia 21 de dezembro, o Blog SennaBR completou um ano de sua primeira postagem. O blog foi criado com o objetivo de reviver a história do piloto Ayrton Senna, explanar sobre os automóveis comuns do dia a dia e abordar a F1 atual eventualmente.
As visitas à postagem sobre o Gol demonstra o grande interesse por um carro de entrada e de preço acessível, em um mercado de tantas opções. A do motor 1.0 veio para trazer novas informações, sobre cilindrada x consumo, juntamente com a diferença de rotação entre os motores. Sobre as lavadoras, ainda há muita dúvida sobre seu funcionamento e a matéria auxilia neste sentido. A matéria sobre a coleção de cartões telefônicos tem sido visitada por pessoas que têm este hábito, além de fãs de Senna e da F1. Já a postagem sobre o trânsito de Salvador, pelos soteropolitanos insatisfeitos com o trânsito caótico da cidade.
Neste um ano, o blog teve cerca de 14700 views, muito mais do que eu esperava, já que meu objetivo era fazer uma homenagem pessoal. Fico satisfeito também com a constante procura de informações sobre Ayrton Senna, visto que acreditava que sua história estava bastante relegada pelos brasileiros. Noto também bastantes visitas originadas de outros países, como EUA, Portugal, Rússia, Alemanha, Reino Unido etc.
Visitas por país em um ano
Fonte: Blogger
Visitas de brasileiros que estão morando em outros países e estrangeiros também, já que há sites que permitem traduzir para diversas línguas, além de um aplicativo que permite a tradução no próprio blog.
O recurso de busca por imagens também possibilitaram as visitas ao blog.
O objetivo inicial foi de postar pelo menos uma matéria por semana. Mas o blog trata-se de um hobby, e assim como disse o amigo Claudio F1: “todo trabalho bem feito demanda tempo”, e com as atividades do cotidiano fica bem difícil atualizá-lo com maior frequência.
Há muitas pautas para desenvolver e postar recentemente, como:
É isso aí, completamos um passo de um grande jornada, já que espero comentar todos os GPs disputados por Senna e continuar trazendo outros assuntos de interesse dos fãs de automobilismo e entusiastas de automóveis. Breve novas postagens, de modo a manter tudo justo...
O campeonato de F1 de 2012 foi finalizado e decidido no dia 25
de novembro, muito já se falou, ampla cobertura da mídia, mas deixo aqui minhas
impressões, novamente criticando os erros nas transmissões.
A corrida começa e em nenhum momento foi abordado sobre o
uso do DRS, se estava proibido, a previsão para o uso etc.
GP Brasil 2012
Após o acidente com Vettel, Bruno Senna retorna andando aos
boxes, Galvão diz que acha que o viu, demorando
bastante para identificá-lo. Se o narrador não percebe, deveria ser informado
pela produção
Schumacher insistindo em permanecer na F1. Não por diversão,
não por paixão, não por vontade de vencer e sim em razão de investimentos mal
sucedidos em terras árabes, voltou por dinheiro. Imaginou que voltaria em um
carro vencedor, como sempre esteve acostumado (a Mercedes comprou a Brawn GP,
equipe que dominou a temporada de 2009), mas com carros medianos não justificou
o retorno. Durante a temporada 2010 alteraram a distância entre eixos para
favorecê-lo. Na verdade prejudicou momentaneamente Rosberg, que vinha andando
bem e seguidamente voltou a superá-lo. Em determinado momento da corrida, abriu
para Vettel passar, lembrei de Michele Alboreto, que teve bons momentos na
Ferrari e após amargou temporadas nas fracas Footwork e Minardi, esta última em
1994, sua despedida da F1.
Voltando à corrida, senti falta de os narradores abordarem,
com mais freqüência, maiores informações, em tempo real, sobre a previsão do
campeonato de acordo com as colocações. Aparecia na tela a previsão do
campeonato de construtores, a disputa entre McLaren e Ferrari pela segunda
posição, apenas Reginaldo Leme percebeu e comentou.
Hulkenberg em uma grande corrida, rememorando o feito de
2010, quando fez a pole, mas forçou demasiadamente um carro mediano, cometendo erros
e comprometendo o bólido (câmbio). Seria o 9° vencedor do ano. Forçou demais
para cima de Hamilton, tirando o britânico da corrida. Foi punido mas não
deveria, pois tratou-se de um acidente de corrida.
Vettel e Alonso apresentaram-se bastante tensos, apesar de
experientes. Ambos costumam levar esta tensão para a pista.
Sebastian Vettel pré-largada
Na volta 57 volta a chover, Alonso não consegue se manter na
pista e coloca pneus intermediários. Mais adiante, peças do carro de Vettel
soltam-se e Galvão não percebe nem comenta.
Alonso fez sua parte, andando bem mais do que o carro
permitia durante toda a temporada. Lembrem-se da porcaria que foi a Ferrari no primeiro
semestre do ano.
Para a felicidade de Vettel, Di Resta bate na curva do café,
obrigando a entrada do Safety Car, em um momento de chuva forte.
Vettel tricampeão “three years in a row”, o mais jovem
piloto a alcançar tal feito. Sem dúvida um grande feito, mas não o considero o
melhor piloto da temporada, lembrem-se também, como no início do ano o alemão
penou para obter boas colocações, se irritando inclusive com os maus resultados,
ou seja, sem o melhor carro não fez nenhum milagre. Mas fez uma grande prova de
recuperação após o acidente com Bruno, mesmo com o carro danificado.
Pódio - Interlagos 2012
Tive muitas restrições com Alonso
como pessoa, suas frequentes ações que prejudicaram Felipe Massa (ultrapassá-lo
na entrada dos boxes, o brasileiro obrigado a ceder sua posição, etc.), apesar
de este ter assumido o papel de segundo piloto, como reza seu contrato, além de
estar sempre criticando os adversários e suas equipes. Contudo, foi o piloto
que demonstrou melhor técnica, maior superação de adversidades, conseguindo
resultados em momentos improváveis.
Uma temporada marcada pelo
equilíbrio, com provas muito disputadas e diversas equipes alcançando vitórias,
contudo, continuo achando absurdos os artifícios da asa móvel e do kers. Mas há
muito a F1 tem como maior interesse o aspecto comercial, e se aumenta as
ultrapassagens e o interesse do público, continuarão a ser utilizados. Já se
cogitou até chuva artificial... Muitas mudanças visaram o aumento da segurança
e a diminuição de custos, mas gostaria muito de ter visto a F1 sem restrições,
como a Williams com câmbio CVT, que estava prevista para a temporada de 1994,
já que muitas destas inovações migram para os automóveis de rua, além de
motores mais potentes e mais econômicos.
Breve entraremos na pré-temporada
2013, vamos aguardar a definição das vagas restantes para apresentar as
equipes.
Vettel comemorando com sua equipe
Para finalizar, mais algumas
pérolas do Sérgio Maurício na SporTV:
Alonso aquecendo pneus antes de
alinhar no grid e SM dizendo que era Hamilton, que era o pole position e estava à frente do espanhol.
SM afirmando: “Ainda não pode usar
a asa móvel”.
Lito Cavalcati corrigindo: “Já pode”.
SM: “Já pode usar a asa móvel”.
“Lá vem Felipe pra cima do Kobayashi, desculpe, Alonso pra
cima do Koba”.
Volta 56: “Alonso indo para os boxes”. Na verdade ele estava
lento por causa da chuva.
O estudante de propaganda e marketing, Rafael Garutti, criou
um projeto de graduação baseado na carreira de Ayrton Senna. Trata-se de um
anime do piloto, com os traços característicos dos populares desenhos japoneses.
Os desenhos, contudo, apresentam o personagem rejuvenescido,
o que o aproxima bastante do público que tradicionalmente acompanha este tipo
de animação.
Uma das justificativas para a criação seria exatamente esta:
aproximar o público jovem da história do piloto.
Não está bem claro se haverá episódios descrevendo a
carreira do piloto, mas o fato já tomou repercussão mundial, com vários sites
reproduzindo as imagens.
Inicialmente, iria postar resenhas sobre cada GP durante a
temporada de F1 de 2012, mas com a escassez de tempo ficou impraticável. Por
outro lado, existem outros blogs que acompanho que já desempenham este papel muito
bem, como os listados abaixo, que recomendo a todos:
Contudo, as duas últimas corridas do ano merecem uma atenção
especial. O GP dos EUA ficou marcado no Brasil por não ser transmitido pela
Globo, que priorizou os jogos de futebol em que os times apenas cumpriam
tabela, visto que o campeão já estava definido antecipadamente.
A alternativa foi acompanhar pelo canal fechado SporTV, que
tradicionalmente transmite os treinos livres ao vivo, e a qualificação e a
corrida em horários alternativos.
Durante os treinos livres é possível ver situações curiosas,
como a instalação de sensores e aplicação de tinta fluorescente para melhor
avaliação do desempenho aerodinâmico. Todavia, o som é muito mal ajustado, é
possível ouvir os sons dos motores de forma muito alta enquanto a narração e os
comentários ficam abafados.
Eventualmente vinha assistindo alguns destes treinos com os
excelentes comentários de Lito Cavalcanti, mas o ponto negativo é a narração de
Sérgio Maurício. Certamente ele está na equipe SporTV-Globo por méritos, não
conheço sua trajetória, mas ele segue a escola de Galvão de errar muito durante
a transmissão, com a diferença de reconhecer os erros e fazer graça deles e de
ficar detalhando informações banais e desnecessárias. Algo que talvez passe
despercebido por quem não acompanha as corridas com frequência, mas que
incomoda demasiadamente aos mais atentos, que buscam informações minuciosas
durante os GPs.
SM é frequentemente corrigido pelos telespectadores via
twitter e ele mesmo diz: “hoje eu estou demais”:
Ficou explicando o que significava aquela “pilha” na tela,
dizendo que tratava-se do KERS, que ia baixando quando o piloto apertava o
botão;
Narrou uma ultrapassagem da STR com grande emoção, quando na
verdade era replay;
Disse que Bruno Senna perdeu a posição para Button, mas
Bruno havia se defendido e retomado a colocação;
Webber praticamente parado na área de escape e ele dizendo
que o australiano estava perdendo muitas posições, até Lito alertar que ele
abandonou;
Afirmou que Hamilton estava poupando os pneus quando pelo
contrário, já estavam bastante desgastados na última freada, impedindo o piloto
de seguir com melhores tempos;
Ricciardo já havia ultrapassado Raikkonen e SM não percebeu,
depois corrigiu;
Disse que os helicópteros estavam a todo instante decolando
e pousando, quando os helicópteros da TV realizavam rasantes, para transmitir a
corrida;
Vettel e Hamilton ultrapassaram a Marussia de Glock, ele
disse que era a Caterham de Petrov, depois corrigiu;
Categorizou: “a ultrapassagem é inevitável”, sobre Hamilton versus Vettel. O alemão não só evitou,
como fez a melhor volta da prova por duas vezes até aquele momento
(curiosamente, no VT da Globo Galvão disse a mesma coisa);
SM narra: “Hamilton chegando perto de Vettel, que defende
para um lado e para outro”. Era Button se aproximando de Grosjean;
Sobre a corrida, não há muito mais a acrescentar, visto que
os grandes sites já explanaram amplamente. Apenas observei a F1 com cara de
F-Indy, com aquela espetacularização do evento, inclusive com Mario Andretti
entrevistando os pilotos no pódio. A TV local transmitiu a largada de uma
péssima posição, da diagonal direita, ao mesmo nível dos carros, mal
focalizando os dez primeiros carros, ao contrário da visão frontal e elevada de
outros GPs:
Ao final, SM sai com mais uma, ao ver os pilotos com chapéus
da Pirelli estilizados como cowboys: “são os cowboys do asfalto”, lembrei dos “gladiadores
do terceiro milênio” do Galvão.
SM quer ser Galvão, não aquele narrador de outrora, que
torcia junto com o telespectador, transmitindo emoção, e sim o de agora, que
comete demasiados erros, comprometendo muito a qualidade da transmissão.
Clique aqui para acompanhar a resenha sobre o GP do Brasil 2012, a decisão do
título e sobre a temporada em geral.
Continuando a postagem sobre os 10 carros mais bonitos da
F1, os cinco primeiros classificados:
5° lugar) Lotus
Renault GP Team R31 Renault RS27 V8 – 2011. – Para 2011, a Renault F1 Team,
assume o nome Lotus, vencendo o embate legal contra a Caterham F1 Team pelo
nome da tradicional escuderia. A equipe decide também resgatar o layout com as cores preta e dourada,
famoso nos anos 70 e 80 nos carros de Emerson Fittipaldi, Ayrton Senna e Nigel
Mansell. As cores remetem ao patrocínio da JPS, e
portanto, houve certa polêmica em países que proíbem a propaganda. A
princípio, pareceu forçado, mas a pintura clássica caiu muito bem com o design moderno, e como ainda não havia
os terríveis “bicos de ornitorrinco”, o carro daquele ano foi o escolhido. O
capacete de Bruno Senna também remetia àquelas Lotus de 1985-86 de Ayrton.
4° lugar) Ligier
Gtns Blondes JS39B Renault RS6 V10 – 1994. A tradicional equipe e seu
hábito de manter o conjunto francês (motor, patrocínio, pilotos), surge
para a temporada de 1994 com o potente e confiável motor Renault, mas com
pilotos medianos (Olivier Panis, Eric Bernard, Frank Lagorce, Johnny Herbert) e
um chassi limitado. Obteve a segunda e terceira colocação na Alemanha em uma
corrida com muitos abandonos e quebras de motor. Curiosamente, Christian
Fittipaldi quase foi ao pódio com uma Footwork-Ford, alcançando a quarta
colocação. Ao final do ano, Schumacher testa este carro, visando estudar o
motor Renault que iria para a Benetton na temporada seguinte, obtendo tempos
superiores aos dos pilotos da casa. O carro foi escolhido principalmente pela
cor azul, que homenageia o automobilismo francês. Um tom próximo ao royal, com detalhes em branco, preto, e vermelho, clean, elegante e clássico.
3° lugar) West
McLaren Mercedes MP4/12 Mercedes-Benz FO 110E V10 – 1997. Após mais de 20
anos de parceria com a Mrlbr, a equipe firma contrato com outra marca, a Wst. Com este carro, David Coulthard conquista a primeira vitória
da equipe desde o GP da Austrália de 1993, última corrida vencida por Senna. A
equipe havia encomendado a três companhias publicitárias o novo layout do carro com as cores prateada,
preta e vermelha. A companhia vencedora apresentou um projeto muito bonito e
inovador, com a predominância do prateado da Mercedes e combinações que
remetiam a impressão de movimento e velocidade, como as formas de bumerangue
vermelhas acima das entradas de ar. A Wst permaneceu com a equipe até 2005,
mas as cores da equipe se mantiveram até hoje. Mas para quem estava acostumado
com o vermelho e branco, a mudança foi bem radical.
2° lugar) Canon Williams Renault FW15 Renault
RS5 V10 – 1993.Após
um ano afastado da F1, Alain Prost retorna, e com a melhor equipe da temporada,
apelidada por Ayrton Senna de “Williams de outro planeta”. Suspensão ativa,
controle de tração, fracionamento de combustível o melhor motor além de ser um
projeto de Adrian Newey. Não por acaso, o francês conquistou o tetracampeonato,
mas teve dificuldades no início do ano. Senna, apesar de sua McLaren não
possuir as assistências eletrônicas, chegou à quarta prova da temporada
liderando, com duas vitórias e um segundo lugar. Mas voltando ao carro, a
Williams manteve as tradicionais cores azul, amarelo e branco dos anos anteriores.
Esta combinação virou sinônimo de um carro vencedor, talvez o auge do
automobilismo.
1° lugar) Marlboro McLaren Ford MP4/8 Ford HBE7
V8 – 1993. Naquele ano, conversava com um amigo sobre qual era o
carro mais bonito da F1. Ele apontou a McLaren de Senna. Não entendi como um
desenho tão simples poderia ser escolhido. Passei a olhar com mais atenção
aquele carro. Na pré-temporada, reportagens informavam que sua aerodinâmica foi
inspirada no avião concorde, semelhança visível no bico do carro. Vejo este modelo
como um marco divisório na F1. Um dos últimos modelos com bico curvado, cockpit e aerofólio traseiro ainda com
perfil alto e a pintura tradicional e vencedora de outros anos da Mrlbr.
Mais uma pintura que destaca-sepela sua
simplicidade, associada com as vitórias de Senna. A superação de uma fraca
McLaren de 1993, apenas a terceira força daquele ano, alcançando o
vice-campeonato de pilotos.
Menção Honrosa: Team
7UP Jordan 191 Ford HB4 V8 – 1991. Este monoposto tem sido citado frequentemente como um
dos mais bonitos de todos os tempos. Não em minha em opinião, mas fica o
registro.