Quem sou eu

Minha foto
Salvador, BA, Brazil
Acompanha a Formula 1 desde o início da década de 1990. Entusiasta no cuidado automotivo, leitor e colecionador de revistas especializadas e livros sobre Ayrton Senna.

Seguidores

segunda-feira, 9 de julho de 2012

AYRTON SENNA NA FORMULA 3 - 1983 (PARTE 1)

O blog pretende relatar todos os GPs disputados por Senna na Formula 1. Contudo, sua passagem em outras categorias também será lembrada.

Senna em seu Formula 3 Ralt-Toyota
Foto: F1db.com

Vamos iniciar no último degrau de Ayrton antes da Formula 1. O ano é:

1983

Nesta época, você ouvia nos rádios:
Thriller, Beat It, Billy Jean - Michael Jackson;
This Charming Man (a introdução de 13 segundos com a guitarra de Johnny Marr é hoje meu toque de celular), Hand in Glove, What Difference Does it Make - The Smiths;
Every Breath You Take – The Police;
Overkill – Men At Work;
Mesmo Que Seja Eu - Marina;
Weekend - Blitz.
  
No cinema:
Superman III (no Brasil com a dublagem de André Filho);
Star Wars – O Retorno de Jedi;
O Dia Seguinte;
Herança Nuclear;
Krull;
Scarface.
  
No Brasil:
Foi lançado o vídeo game Odyssey, pela Philips (tinha até um jogo chamado Interlagos); ocorreram as primeiras manifestações públicas do movimento Diretas Já; morre o jogador Garrincha;

Odyssey, antecessor do Atari

Mas vamos para a pista.
Silverstone, Inglaterra, 02 de outubro de 1983. Penúltima etapa do campeonato britânico de Formula 3, Senna obteve 11 vitórias nas 18 corridas disputadas até então, com nove vitórias consecutivas e 16 pole positions. Esta temporada arrasadora motivou a Rede Globo a transmitir ao vivo, pela primeira vez, uma corrida de F3, que poderia dar a Senna o título antecipado, com narração de Galvão Bueno e comentários de Reginaldo Leme, (a exemplo de um GP de Formula 1), além de mostrar um piloto com imenso potencial para ascender à F1 nos anos seguintes.

Senna pouco antes da largada

A corrida começou com alguns minutos de antecedência, o que pegou a Globo de surpresa, que passou a transmitir a partir da segunda volta.

GP de Silverstone de Formula 3 (parte 1)

GP de Silverstone de Formula 3 (parte 2)
Fonte: Canal de Blog Senna BR

GP de Silverstone de Formula 3 (parte final)

Os carros da F3, definidos por Leme como modelos proporcionalmente semelhantes aos de F1, porém em menor escala, apresentavam-se bastante ágeis e potentes, deslizando nas curvas a exemplo de karts. Os motores apresentavam 2000 cilindradas e cerca de 200km/h de média. Ayrton integrava a equipe West Surrey Racing que utilizava o motor Toyota – Novamotor.
A F1 havia proibido o efeito solo, mas na F3 ainda era utilizado.

Jeans Pool e Banerj patrocinavam o piloto.
Foto: Gazzaspace

A pontuação correspondia ao sistema da F1 da época:
  
1° – 9pts
2° – 6 pts
3° – 4 pts
4° – 3 pts
5° – 2 pts
6° – 1 pt
  
Havendo um ponto extra para o piloto que fizesse a volta mais rápida.
  
Senna largou em 4°, pois realizou o treino classificatório em pista molhada, enquanto Martin Brundle, seu rival direto ao título, largou em 2° (treinou em pista seca), para uma disputa de 20 voltas.
  
Senna ganhou duas posições na largada, enquanto Brundle assumiu a ponta. O brasileiro desejava apenas se manter a frente do inglês, mesmo que em posições intermediárias, mas ambos assumiram as primeiras posições, e se distanciaram dos demais. Senna, caso se mantivesse atrás de Brundle durante a corrida, pretendia atacar apenas nas voltas finais da corrida, pois não deseja correr o risco de não pontuar, já que possuía sete pontos de vantagem.

Primeiras vitórias no início da temporada
Foto: Rev. Quatro Rodas, 273. Abril - 1983

Ayrton se aproximava em alguns momentos, mas Brundle conseguia manter sua posição. Na 18° volta Johnny Dumfries, piloto retardatário atrapalhou mais uma tentativa de Ayrton.
  
Portanto, em uma corrida muito boa de Brundle, Senna chega em 2°, e a decisão vai para Thruxton, com Senna com 122 pontos e Brundle com 119.
  
Antes da última corrida, Senna acompanhou na Itália a revisão dos motores Toyota (Brundle também os utilizava), momento em que se constatou que o motor do brasileiro apresentava menos potência que do inglês.
  
Acompanhe aqui o GP de Thruxton, que deu o título a Senna.

Após mais uma vitória
Foto: Álvaro Teixeira


Referências:

Interfilmes.com
Rev. Quatro Rodas, 273. Abril - 1983
Rev. Quatro Rodas, 280. Novembro - 1983

domingo, 3 de junho de 2012

LAVAGEM DE AUTÓMOVEIS – LAVADORAS DE ALTA PRESSÃO

Para os entusiastas do cuidado automotivo, lavadoras de alta pressão podem ser ferramentas úteis na lavagem do automóvel. Ultimamente, estão disponíveis no mercado, lavadoras com preços bastante acessíveis. Por menos de R$200,00 é possível adquirir uma de pequeno porte, podendo ser utilizada para lavagem de carros e outros veículos, pisos, paredes, objetos, etc.
O produto promete facilitar e agilizar a lavagem de veículos, conforme peça publicitária abaixo:

Vídeo: Comercial Karcher Brasil

No vídeo trata-se de um modelo de maior porte. Optei pela Karcher 1100, pelo preço de R$194,00, adquirido em uma rede de supermercados no início do ano. A marca foi escolhida pela sua tradição neste nicho, ao contrário de outras marcas disponíveis, que desconheço. Na propaganda, parece ser bastante fácil retirar a sujeira, apenas com uso de água, talvez a remoção de lama fresca até seja, mas na prática não é bem assim.

Lavadora de alta pressão Karcher 1100

A montagem não é complicada, o manual apresenta o procedimento de forma esquemática em uma única ilustração. O único momento mais complexo é o da abertura do grampo para instalação da mangueira de alta pressão, que deverá contar com o auxílio de um objeto, como uma chave de fenda ou uma chave comum.
Porém, o acoplamento da mangueira de água ao aparelho necessitou de alguns ajustes. Inicialmente tentei colocar a mangueira no aparelho sem nenhum item que permitisse a fixação adequada, o que provocava a expulsão da mangueira ao ligar a máquina. Tentei utilizar então uma braçadeira de metal, destas utilizadas em mangueiras de motores de carros, mas a que possuía era muito pequena. Já estava pensando em vender a máquina, pois não conseguia utilizá-la, até que usei a peça que acopla o bico da mangueira, que fixou perfeitamente.



Mangueira de lavagem convencional (peça de acoplamento utilizada destacada em azul)

Mesmo que haja uma tomada próxima ao local de lavagem do veículo, será necessário o uso de uma extensão, visto que a máquina deverá ser deslocada para alcançar os diversos pontos do carro. O manual especifica o tipo de extensão a ser utilizada. Deve-se ter cuidado também para não molhar os componentes elétricos de modo a evitar curtos-circuitos, além de evitar contato com o jato d’água, que devido à alta pressão, pode provocar cortes na pele.
É necessário o uso de shampoo automotivo, e a máquina possui uma pequena mangueira de aspiração, mas o resultado não foi satisfatório. Utilizo o shampoo automotivo da 3M, o Car Wash, que não retira a cera. Tentei aspirá-lo com a máquina, mas ele é muito viscoso e não foi possível. Realizei uma diluição, mas não tem jeito, você terá que lavá-lo da mesma forma que a lavagem convencional. Não é possível utilizar somente os jatos para lavar o veículo, ao contrário do que mostra a propaganda. A Karcher recomenda o uso de shampoos de sua linha, em geral ela fornece produtos concentrados, o que pode acarretar na remoção das camadas de cera aplicadas anteriormente.
Sabão neutro Car Wash 3M

Este equipamento poderá apresentar maior utilidade na lavagem de áreas de sujeira pesada, como laterais do assoalho, caixa de roda, pneus e rodas, grades, motor (apenas com o isolamento das partes elétricas, pois o contato com água poderá danificar estes componentes, o que seria um custo desnecessário) com o auxílio dos detergentes da própria Karcher ou deste que utilizo, o Autoshine Limpa Rodas & Motor:

Detergente Autoshine Limpa Rodas & Motor
Foto: Miromi.com.br

O aparelho possui desligamento automático em caso de longos períodos sem acionamento do gatilho, artimanha bem sucedida no quesito economia de energia. Aliás, economia é o grande benefício desta lavadora. Apesar do forte jato, alcança economia de cerca de 80% de água, quando comparada com o sistema convencional. Em caso de dúvida, direcione o jato para um balde com ambos os sistemas e compare a quantidade de água despendida.
Evite aplicar em adesivos, pois a alta pressão poderá removê-los. Recomenda-se também direcionar o jato de forma perpendicular à área tratada, bem como a pelo menos 30 cm de distância, de modo a evitar arranhões na pintura provocados pela sujeira.

Fica a dica, cabe a cada um avaliar se a máquina será útil, o baixo preço poderá estimular a aquisição.

Para o enceramento, cogite as ceras Collinite, clique aqui para acompanhar uma matéria sobre o assunto.

terça-feira, 22 de maio de 2012

ANIVERSÁRIO - 40 ANOS DE RUBENS BARRICHELLO

Hoje, 23 de maio de 2012, Rubens Barrichello completa 40 anos de idade.

Rubens Barrichello e seu bolo de aniversário dos 40 anos.
Fonte: Twitter

O piloto paulista, foi penta campeão paulista e brasileiro de kart entre 1983 e 1988. A partir de então rumou para outras categorias, confiram abaixo:


ANO
CATEGORIA
EQUIPE
COLOCAÇÃO
1992
Formula 3000
Il Barone Rampante
1991
Formula 3
West Surrey
1990
Formula Opel
Draco Team
1989
Formula Ford
Arisco

Resultados de Barrichello, pós kart e pré F-1.
Fonte: F-1 Org, Revista Quatro Rodas, Dez/1992


Barrichello nos tempos de kart


Rubinho na Formula Ford
Fonte: Revista Quatro Rodas, Jun/1989


Excelente temporada e o título da Formula Opel
Fonte: Revista Quatro Rodas, Set/1990


Novo título na Formula 3
Foto: Antsphoto


Formula 3000, em 1992
Foto: Antsphoto

Em 1993 estréia na Formula 1 pela equipe Jordan, que nos dois anos seguintes apresenta um chassi equilibrado mas o modesto motor Hart necessitava de potência.


Jordan F1 193
Foto: Yallaf1

Em 1994, surpreendeu ao conseguir uma pole position no GP da Bélgica em Spa.


No GP da Alemanha, em 2000, uma vitória esperada há muito pelos brasileiros. A primeira na F1 desde o GP da Austrália de 1993, vencido por Senna.



Rubens competiu na F1 de 1993 a 2011, completando 19 temporadas e é o recordista de participações, com 326 GPs, 11 vitórias, 68 pódios, 14 poles e 17 voltas mais rápidas. Conquistou dois vice campeonatos, e atualmente compete na Formula Indy integrando a KV Racing.

É um exemplo de pai, de uma pessoa humilde, basta assistir as entrevistas concedidas em todos os momentos de sua carreira, desde o Roda Viva de 1995, até as mais recentes, como a concedida a Reginaldo Leme no programa Linha de Chegada, em 2012. Chegou à F1 como o novo nome brasileiro a brilhar nas pistas. Com a morte de Ayrton, toda a pressão do país caiu, injustamente, sobre seus ombros. Pressão assumida também por ele mesmo. Mas viveu fazendo o que gosta, e ganhando muito bem para isso.

Há muito mais para se falar de Barrichello, mas vou deixar para outros posts.

Parabéns Rubens, sucesso nas 500 milhas de Indianápolis no próximo final de semana e como você diz no seu twitter: #tamojunto.


Referências:

quinta-feira, 17 de maio de 2012

NOVO FILME - AYRTON SENNA INTERPRETADO POR RODRIGO SANTORO

Lá nos idos de 1997, início da popularização da internet, lembro de rumores a respeito de um filme  sobre Ayrton Senna produzido por Hollywood, com indicações de que o piloto seria interpretado por Robert Redford. Anos se passaram e não houve nenhuma nova menção ao projeto. Em 2010 foi veiculado o documentário "Senna" (que em breve será abordado neste blog) e agora surge a notícia que o ator brasileiro Rodrigo Santoro está cotado para viver o piloto no cinema.

Foto: Adoro Cinema 

O próprio Rodrigo confirmou, em entrevista ao site Collider, que está em negociação neste que denomina ser um "grande projeto" internacional, com diversos países envolvidos na produção do longa metragem.

O ator descreve Senna como um herói no Brasil e como uma enorme personalidade para o país, e que tem sido muito cuidadoso e respeitoso na forma como deverá interpretar Ayrton nas telas, além de destacar que a família Senna deverá ser consultada ativamente para a elaboração do filme.
Santoro tenta ser comedido ao falar do projeto, pois tudo ainda está em fase inicial. O entrevistador Steve do Collider, afirma haver certa semelhança entre os dois, mas um dos comentários de internautas no site americano destaca o ator Lukas Haas, como mais parecido. A princípio não concordei, mas observando algumas fotos o achei semelhante a seu irmão, Leonardo Senna.

Foto: O ator Lukas Haas
Fonte: Top News

Em 1994, época da morte do piloto e do sucesso do Brasil na Copa do Mundo dos EUA, via certa semelhança entre o lateral Leonardo Araújo e Ayrton.

Foto: Ayrton Senna e Leonardo Araújo (modificado)

A entrevista segue relatando que a F1 não é tão popular nos EUA, mas que o documentário ajudou a resgatar um pouco da sua história, e que Senna era um rockstar no Japão, e Europa. Rodrigo diz que será uma honra para ele caso o projeto siga adiante.

Algo a estudar é se o filme utilizará imagens reais nas situações de corrida. Caso positivo, será necessário adquirir uma série de concessões em relação aos diversos anunciantes do esporte, muitos, de produtos que nem mais existem, a não ser que o aval de Bernie Ecclestone seja suficiente.

Certa feita perguntei ao amigo Claudio, que estava em dúvida se iria assistir ao documentário "Senna" no cinema, quando ele iria ter outra chance de ver Formula 1 no cinema. Ele não foi e depois se arrependeu. Breve poderá surgir outra oportunidade.

Referências:

Collider.com
Terra Brasil - Cinema

terça-feira, 1 de maio de 2012

DEZOITO ANOS DA MORTE DE AYRTON SENNA. COLEÇÃO AYRTON SENNA - LIVROS

Primeiro de maio de 2012, 18 anos da morte de Ayrton Senna. Uma data que remete àquele fim de semana de absurdos, que culminaram na morte de dois pilotos.
A lembrança daquela época traz de volta o sentimento de perda e angústia, por ver interrompida uma carreira que certamente traria ainda muitas vitórias para o Brasil, visto que seria três anos na Williams e talvez a aposentadoria na Ferrari, em 1997, como o piloto sempre desejou, e quem sabe construção do Ayrton Senna Team, sua própria equipe com talentos brasileiros, talvez até Bruno Senna, enfim, especulações.
Por outro lado, a partir de então revelou-se uma outra face do piloto. A do ser humano, que longe dos holofotes da mídia realizava doações regulares a hospitais, instituições e pessoas necessitadas. É o que diferia Senna de outros pilotos, de outros esportistas, de outras pessoas.

 
Foto: Deviantart

“Vai o homem, mas fica seu legado”. Não somente o legado de conquistas, mas também e principalmente seu legado moral. Um exemplo em uma época de um país desacreditado.
E para lembrar ou conhecer mais de perto sua história, seguem algumas indicações de livros:



Obrigado Ayrton, do italiano Paolo D’Alessio. Li este livro em alguns dias visitando diariamente a livraria Civilização Brasileira da Avenida Sete de Setembro, Centro de Salvador, em 1995, cerca de um ano após a morte de Senna. Anos após consegui comprá-lo por apenas R$10,00. É na verdade um registro fotográfico da carreira do piloto na Formula 1, com excelentes imagens e um texto melancólico em muitos momentos (já que foi publicado ainda em 1994), e uma narrativa sucinta sobre cada temporada. O livro traz ainda listas com local e data de todas as suas pole positions e vitórias, algo muito interessante em uma época pré-internet.

 Foto: Julianlivros

Ayrton Senna. Sua Vitória, Seu Legado, da alemã Karin Sturm. Este foi o primeiro que comprei (fui presenteado na verdade) sobre Ayrton Senna, por volta de 1996-97. Prefaciado por Gerhard Berger, seu amigo mais próximo no paddock. Apresenta uma narrativa não linear, com idas e vindas sobre a carreira do piloto, com bons detalhes técnicos e muitas fotos, em capítulos assim denominados: Vencer é como uma droga – As mais belas vitórias de uma carreira de sonhos; Apenas somos totalmente diferentes - A longa disputa com Alain Prost; Não se consegue vencer o sistema – As lutas com o poder e as críticas; O maior desafio – Mônaco, um lugar especial; Limite máximo – Senna o rei da pole position; Magic Senna – A busca da perfeição absoluta; Eu não sou máquina – O outro lado de Ayrton Senna, dentre outros. O livro apresenta também uma série de declarações de Senna à imprensa, e detalhados episódios ocorridos nas pistas, como após vencer em Donington em 1993: “Ganhar com material inferior, mostrar, enfim quem era o melhor, isso o gratificava muito”. Além de citações e depoimentos de pilotos como Martin Brundle, H.H. Frentzen e David Coulthard, além de Ron Dennis e Frank Williams. Informa também no final seus títulos conquistados no kart e o resultado de todas as corridas desde a Formula Ford 1600 até a Formula 1.
Foto: Messias

Ayrton Senna. Uma lenda a toda velocidade – Uma jornada interativa, do inglês Christopher Hilton, autor também de outros livros sobre Senna e outros pilotos. Este é um livro mais recente, adquirido em 2010. É uma edição de luxo que vem em uma caixa, e traz como diferencial uma série de cópias de documentos, como credenciais de acesso às pistas, adesivos comemorativos de vitórias e títulos, cartões de equipes, tabelas de cronometragem, cartas etc. De fato uma jornada interativa. Apresenta também vários relatos, descrições de corridas, entrevistas e muitas e ótimas fotos. Este livro promete mostrar um lado mais pessoal do piloto, mas acredito que neste ponto o próximo livro teve mais êxito.

Foto: Areavip

Ayrton – O Herói Revelado, do brasileiro Ernesto Rodrigues. Adquirido há poucos dias com grande dificuldade, pois foi lançado em 2004 e não conseguia encontrar à venda exemplares novos, apenas usados, mas localizei em uma loja virtual. Edição de bolso com cerca de 700 páginas que serão rapidamente devoradas. Há uma edição maior com fotos, mas não estava disponível. Aqui encontram-se relatos de dentro e fora das pistas, contudo com maior enfoque no homem Ayrton do que no mito Senna, suas experiências, erros e acertos, a exemplo de um diário, porém, escrito por outra pessoa, bem diferente dos livros publicados por outros autores.

Foto: Todaoferta

Primeiro de maio de 1994, um dia triste em que assistia a uma corrida aos 16 anos, enquanto “arranhava” o violão tentando aprender a tocar Unchained Melody com uma revista cifrada. Primeiro de maio de 2012, alternando entre o computador e minha filha de um ano que acabara de acordar (que eventualmente assiste comigo os GPs) e que tentou insistentemente participar deste texto teclando comigo. “Vai o homem, mas fica seu legado”.
Vídeo: Mensagem de Ayrton Senna
 
 
Veja também:
 
 


domingo, 15 de abril de 2012

AUTOMOBILISMO NO CINEMA - DIAS DE TROVÃO (DAYS OF THUNDER), 1990

Madrugada de 17 de março, estava assistindo o treino oficial de F1 do GP da Austrália 2012, primeira etapa da temporada, quando ao fim Galvão anuncia: “a velocidade continua na tela da Globo. Dias de Trovão...”. Como pretendia criar um espaço sobre Automobilismo no Cinema, e iria incluir este filme, seria uma boa oportunidade de revê-lo e começar a postagem.
DVD Dias de Trovão
Foto: IMDB

Já havia uns 15 anos, pelo menos, desde a última vez que assisti ao filme. Recordava-me que tratava-se de um filme sobre corridas de NASCAR; Tom Cruise no papel principal (Cole Trickle); da crítica na época que relatava muita semelhança com Top Gun, de 1986; da disputa com um rival dentro e fora das pistas e não lembrava muito mais que isso.

Cruise como Cole Trickle
A estória é centrada em um ex-piloto de Formula Indy, que é convidado a pilotar em uma equipe da NASCAR, liderada por um construtor de carros de corridas. No primeiro teste, em um carro emprestado por um piloto experiente: Rowdy Burns (Michael Rooker), anda mais rápido que este (lembra alguém?) e é contratado para pilotar por uma equipe pequena, iniciante e sem patrocinadores relevantes.
Ao começar a correr, cria rivalidade com o piloto dos testes, que joga duro, provocando uma série de acidentes. A inexperiência (?!?) do piloto em acertar o carro (muito estranho, visto que trata-se de um ex-piloto da Indy, que abandonou a categoria após uma sequência de sete vitórias) faz com que o chefe de equipe o oriente sobre como poupar motor, pneus, etc, etc. e a partir de então passa a melhorar seu desempenho, vencendo uma corrida e atraindo patrocínio.

Um dos carros de Trickle
Foto: Wikimedia
A seguir, envolve-se em um acidente com Burns, ficando ambos afastados das corridas. A partir de então, uns 40 minutos de xaropada (já que tinha que atrair e agradar também o público feminino), com o envolvimento do piloto com a médica que o atendeu (Nicole Kidman, não me lembrava dela neste filme, talvez por não ser muito conhecida na época) e de uma súbita mudança de atitude, iniciando uma amizade com o ex-rival, que agora está impedido de  competir devido a danos neurológicos provocados pelo acidente.

Kidman e Cruise
O substituto enquanto Trickle estava afastado, muda de equipe, e após seu retorno, torna-se seu novo adversário, jogando sujo como o antigo rival.
O filme tem algumas cenas absurdas, como:
1) A corrida de cadeiras de rodas que os pilotos realizam no hospital;
2) Os pilotos são obrigados a ir a um jantar com os diretores da equipe no mesmo carro, mas ambos se recusam e alugam carros e promovem um racha nas ruas, acabando com os veículos;
3) Após um grande acidente o piloto avisa que está com a transmissão travada e que vai para os boxes. Surge de uma nuvem de fumaça em marcha ré, e assim segue para o pit.
Ao assistir o filme, vi algumas semelhanças com eventos ocorridos com Ayrton Senna, ou da visão que a imprensa internacional tinha do piloto, como algumas falas do filme: “ele tem muito talento, e só quer vencer”; “tenho muito mais medo de não ser ninguém do que ser ferido”; o fato de o piloto superar os tempos de um piloto mais experiente (PRIMEIROS TESTES DE SENNA NA F1 - 1983), já citado anteriormente. Como o filme é de 1990, o roteiro pode ter sido inspirado parcialmente na história do piloto. Outra semelhança é o drible que Cole faz em Russ Wheeler (Cary Elwes), na última curva da Daytona 500: conforme vídeo abaixo, a partir de 1:50...
Vídeo: Dias de Trovão, últimas voltas.
 
...e este de Senna ultrapassando Hill no GP do Brasil em 1993:
Vídeo: Senna x Hill, Interlagos, 1993
 
Contudo o filme é de três anos antes, e os demais eventos podem ser apenas “mera coincidência”, visto que os EUA em sua maioria tem um histórico de desdém para com a Formula 1. Vi alguns boatos na internet, mas nada confirmado.
 
Dentre as semelhanças com Top Gun, visualizei: os protagonistas possuem motos (porém de estilos diferentes); a trilha sonora (inclusive a morte de Goose e a última corrida de Trickle) tem músicas muito parecidas; as tomadas são muito semelhantes; os dois pilotos apresentam um bloqueio psicológico (Maverick após a morte de Goose e Cole após o acidente). Tony Scott e Jerry Bruckheimer participaram da direção e da produção de ambos, respectivamente.
 
Após rever o filme veio o seguinte pensamento: “Na época parecia um filme mais interessante”. Mas lá se vão mais de duas décadas, são tempos diferentes, a visão de hoje não é a mesma, não só com este, mas também com outros filmes daqueles idos. Mas o que fica é que foi um bom filme, que de certa forma inovou para aquela geração, trazendo para o cinema de entretenimento o mundo das corridas, e hoje continua sendo uma boa opção para o fã de automobilismo.

Após 21 anos, o ator teve a oportunidade de entrar na pista novamente, desta vez a bordo de um F1. Foi em agosto de 2011, realizando testes pela Red Bull, no circuito de Willow Springs, Califórnia, em um evento promocional.


Cruise com o capacete de Vettel
O americano chegou próximo dos 300km/h, em 24 voltas, seguindo a orientação do ex-piloto escocês, David Coulthard.

Coulthard e Cruise
Foto: Red Bull

É isso aí, breve outros filmes serão vistos por aqui, aguardem.

Referências

IMDB - Dias de Trovão
IMDB - Top Gun
Red Bull

domingo, 1 de abril de 2012

VIDEOGAME - AYRTON SENNA'S SUPER MONACO GP 2

No post anterior, citei uma foto em um cartão telefônico e sua utilização por outra mídia. Aqui estão:


Trata-se do jogo de Mega Drive/Sega Genesis, Ayrton Senna’s Super Monaco GP 2.


Continuação do Super Monaco GP, excelente jogo de Formula 1, no qual você deverá desafiar um oponente de uma equipe superior e após vencê-lo duas vezes, conquistará o direito de integrar sua equipe, e assim sucessivamente até alcançar o carro do melhor time, sendo possível porém ser campeão, mesmo com carros inferiores, depende apenas de sua habilidade nos 16 circuitos da temporada. É possível utilizar câmbio de quatro marchas automático ou manual ou o de sete marchas manual (mais veloz).

Vídeo: Introdução, Super Monaco GP 2

Fonte: Powersonic

Esta segunda versão foi feita sob supervisão de Senna, o que corrigiu alguns erros do jogo anterior, como as zebras que diminuíam a velocidade do carro, o excesso de placas ao lado da pista e a velocidade máxima de 428km/h para cerca de 330km/h, mais condizente com a realidade.

 Abaixo, uma imagem de uma propaganda veiculada nas revistas de videogame da época (Ação Games, Videogame, Supergame, etc). A página com capacete foi por um bom tempo um pôster colado na parede de meu quarto, nos idos de 1992. Fiquei de emoldurar, mas sempre adiei até que desbotou e não valia mais a pena.


Era um jogo muito bom na época. A cada temporada era possível continuar por mais um ano em busca de um novo título, defendendo sua equipe dos rivais para não perder o lugar na escuderia.

Dizia-se que após vencer por 10 temporadas realmente zerava o jogo, mas comprovei que era boato. Um dos circuitos do jogo era do kartódromo particular do piloto, em sua fazenda em Tatuí-SP.


O jogo foi feito também para Arcade, Master System e Game Gear. Na primeira versão era necessário anotar imensos passwords caso desejasse desligar o videogame e posteriormente continuar de onde parou. O segundo possuía uma pequena bateria que permitia salvar o jogo.
Quem tem cerca de 30 anos e jogou Mega Drive na época certamente conhece o jogo. Fica aí o review.